Viagem Medieval

Anualmente, nas primeiras semanas de agosto, os visitantes de Santa Maria da Feira, em Portugal, são convidados a uma viagem medieval. São muitos os artistas caracterizados de personagens da Idade Média, os espetáculos de música, teatro e dança, e as opções de comidas e bebidas. É uma verdadeira festa para crianças e adultos!

 

 

Em 2018, eu tive a oportunidade de regressar ao século XIV e assistir ao teatro que representou o drama do amor proibido entre o Infante D. Pedro e Inês de Castro, que era dama de companhia da sua esposa, D. Constança Manuel. Segundo a lenda, os apaixonados encontravam-se secretamente na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, até que D. Constança Manuel faleceu, em 1345, e ambos puderam viver juntos. Porém, a vida não ficou mais fácil… O Rei D. Afonso IV, pai do Infante D. Pedro, bem como a corte e o povo, não ficaram felizes com esta união e com o impacto que isto teria sobre o reino de Portugal, já que Inês era de origem castelhana. Com a crescente pressão por parte da corte, que reprovava fortemente esta união, em 1355, o Rei mandou assassinar Inês de Castro. A dor e o ódio levaram D. Pedro a iniciar uma revolução contra o pai, a qual foi interrompida pelas súplicas de sua mãe, a Rainha Beatriz de Castela.

Em 1357, após assumir o trono do reino, D. Pedro finalmente conseguiu a vingança que desejava e mandou matar cruelmente os assassinos de Inês. Anos mais tarde, o Rei D. Pedro ordenou o reconhecimento de Inês de Castro como Rainha póstuma, afirmando que haviam se casado em segredo, e transferiu o corpo da amada para o Mosteiro Real de Alcobaça, onde os dois finalmente puderam ficar juntos pela eternidade.

 

 

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Além do espetáculo principal, a feira tem um extenso programa cultural, com belas apresentações e uma estrutura incrível. Além do castelo e do mosteiro originais, em 2018, foram “reconstruídos” o povoado, o arraial das ordens, o arraial militar, os banhos de São Jorge, o albergue do cavaleiro, a estribaria, a granja dos animais, as diversas feiras e muito mais!

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Em 2018, o preço do ingresso esteve entre € 2.50 e € 4.50 por pessoa pelo bilhete diário, variando de acordo com o dia da semana, ou € 6 a € 8 por pessoa pela pulseira de acesso livre, de acordo com a antecedência da compra. A feira está aberta a partir das 10h até, pelo menos, a meia-noite! Além disso, oferece um Roteiro Acessível ao público com deficiência auditiva, visual e motora. Para mais informações e atualização sobre as próximas edições, acesse o site oficial.

 

 

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A magia do Cirque du Soleil

Uma das razões que me fez adicionar Barcelona no roteiro da viagem que fiz em maio, apesar de já ter visitado a cidade anteriormente, foi a vontade de assistir ao Cirque du Soleil. Eu já havia assistido a um espetáculo deste famoso circo em 2008, em Miami, e desde então ansiava por ir novamente, porque é simplesmente fantástico!

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O Cirque du Soleil surgiu na década de 80, no Canadá, como uma reinvenção da arte circense, sendo baseado em performances, música e fantasias, com espetáculos recheados de criatividade e sem animais. O Cirque tem diversos espetáculos, sendo alguns fixos e outros itinerantes, que viajam o mundo impressionando os espectadores com as habilidades dos seus talentosos artistas, oriundos dos quatro cantos do planeta.

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Eu assisti ao show Totem que representa a evolução da humanidade. Entre os incríveis números do show, havia a leve e bela dança de um casal de trapezistas, os malabarismos com tigelas enquanto as artistas equilibravam-se em uniciclos, as fantásticas acrobacias, os agoniantes e velozes giros sobre patins, a dança com arcos e a incrível exibição de força nos anéis e barras, além da graciosidade dos palhaços.

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Há bilhetes entre € 37 e € 165, que oferecem diferentes visões do palco. Como eu queria aproveitar muito essa experiência, eu decidi pegar um lugar na primeira fila, entre a lateral e o centro. Neste caso, paguei € 78 e achei o lugar excelente, com uma vista incrível! Para saber mais sobre este e outros espetáculos do Cirque du Soleil, acesse o site oficial, clicando aqui.

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Capela dos Ossos: ouse entrar!

Foi a Capela dos Ossos que despertou a minha curiosidade de conhecer a pequena cidade de Évora, localizada na região do Alentejo, em Portugal. A Capela foi construída no século XVII, por três frades franciscanos, com o intuito de lembrar-nos da transitoriedade e fragilidade da vida. Como já avisa a frase inscrita na porta de entrada: “Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos”. Estima-se que, nas suas paredes, hajam cerca de 5 mil caveiras, que foram retiradas dos mais de 40 cemitérios que existiam na época e que ocupavam grande área da região.

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Um dos poemas expostos na capela, atribuído ao padre António da Ascenção Teles, completa a reflexão sobre a nossa passagem pela Terra:

Aonde vais, caminhante, acelerado?
Pára… não prossigas mais avante;
Negócio, não tens mais importante
Do que este, à tua vista apresentado.

Recorda quantos desta vida tem passado,
Reflecte em que terás fim semelhante,
Que para meditar causa é bastante
Terem todos mais nisto parado.

Pondera, que influído d’essa sorte,
Entre negociações do mundo tantas,
Tão pouco consideras na morte;

Porém, se os olhos aqui levantas,
Pára… porque em negócio deste porte,
Quanto mais tu parares, mais adiantas.

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Além de todo o seu “revestimento” de ossos, na capela também estão localizados os corpos de um homem e de seu filho que, segundo a lenda, permaneceram “conservados” devido à maldição lançada pela mãe da criança. Diz-se que a mulher era maltratada pelo filho e o seu esposo não fazia nada para impedi-lo, por isso, no seu leito de morte, ela teria rogado-lhes a praga “Que a terra de vossas sepulturas não vos desfaça”.

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Apesar de ser uma visita um tantinho macabra, adoro conhecer lugares tão diferentes como esse! Ao comprar o ingresso para visitar a Capela dos Ossos, você também terá acesso ao Núcleo Museológico, à Galeria de Presépios e ao Terraço Panorâmico, além da Igreja de São Francisco. Para saber mais sobre horários e preços, acesse o site oficial, clicando aqui.

 

 

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Toledo: o que fazer em 1 dia!

Toledo

A 75 km de Madri, localiza-se a charmosa cidade de Toledo: uma visita imperdível, que nos remete aos tempos medievais. Pelo transporte público, você pode optar entre o ônibus da Alsa, que leva cerca de 1h e é um pouco mais barato, ou o trem-bala da Renfe, que leva apenas 35 minutos desde Madrid-Puerta de Atocha até Toledo!

Sugiro que você compre o passeio em ônibus turístico da City SightSeeing, porque o preço é acessível e ele nos permite ter uma visão panorâmica da cidade por fora dos seus muros e além do rio Tejo. Se optar por fazer este circuito andando, levará mais de 1h e o percurso não é muito fácil, porque envolve subidas. Além disso, você pode subir e descer do ônibus o quanto quiser, dentro de 24h, e ainda pode fazer um passeio guiado à pé pelo centro da cidade e contar com alguns descontos oferecidos por empresas parceiras. O passeio em ônibus turístico pode ser reservado clicando aqui, ou, se preferir, você pode comprar aqui uma excursão de 8h, porque assim já está incluso o transporte de ida e volta entre Madrid e Toledo, e um passeio com guia de 1h e 30 min pelo centro de Toledo.

Toledo é um amor, com a sua arquitetura de forte influência árabe, e o bom mesmo é perambular pelas suas ruazinhas! Este roteiro é para ajudá-lo a se guiar, e assim ir conhecendo as coisas na melhor ordem, mas vale fugir um pouco dele e “se perder” pelas ruelas! Pronto para passear?

Caso você opte por chegar a Toledo por trem e comprar o passeio do ônibus turístico City SightSeeing, minha sugestão de roteiro é:

  • Estação de Trem: construída entre 1916 e 1920, em estilo Neomudéjar (árabe). Seu salão principal apresenta uma bela decoração, conservando a antiga bilheteria, pinturas, lustres e vitrais. Pegar o ônibus turístico aqui mesmo!

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  • Mirante Do Vale: aproveitar a parada de alguns minutinhos que o ônibus faz aqui, para admirar e tirar fotos da bela vista de Toledo!

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  • Ponte De San Martín: descer do ônibus nesta parada (nº 7 – Puente de San Martín), para apreciar a bela ponte do século XIV e seguir caminhando para dentro dos muros da cidade.

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  • Monastério de San Juan De Los Reyes: A construção do monastério começou em 1477 e só foi concluída em 1526. O monastério e a igreja foram muito danificados durante a guerra de independência espanhola, no início do século XIX, mas os trabalhos de restauro só iniciaram no final do século, sendo entregues à Ordem Franciscana em 1954. Ingresso: € 2.80*.
  • Sinagoga Santa María La Blanca: Atualmente um monumento nacional, a sinagoga foi construída no século XII e convertida em uma igreja da Ordem Calatrava no século XV. Em meados do século XVI, passou a abrigar uma beataria para prostitutas arrependidas e, no século XVIII, tornou-se o quartel da cidade. Após a guerra civil espanhola, no início do século XIX, foi entregue à Igreja Católica. Ingresso: € 2.80*.
  • Rua De São Tomé
  • Igreja De São Tomé: Após a conquista da cidade, no século XII, o edifício de uma antiga mesquita passou a abrigar a Igreja de São Tomé. Só no século seguinte, devido à sua deterioração, a igreja passou por extensas reformas. Ingresso: € 2.80*.
  • Igreja de São Ildefonso Jesuitas: Construída no século XVII em estilo barroco, vale a pena subir na torre, porque a vista da cidade é bonita. Ingresso: € 2.80*.
  • Termas Romanas: vestígios da prosperidade que marcou Toledo durante o Império Romano (séculos I- II d.c), foram utilizadas até o século VI. Acesso gratuito.
  • Prefeitura (ayuntamiento de Toledo)
  • Catedral De Toledo: catedral de estilo gótico, do século XIII. Acesso gratuito.
  • Alcázar De Toledo: palácio fortificado com muitos séculos de história, que foi usado como residência dos reis da Espanha em períodos, a partir do século XVI, e como ponto de resistência durante a guerra civil, em 1936. Porém, durante a guerra o palácio foi quase totalmente destruído e, posteriormente, passou por grandes reformas. Atualmente, abriga a Biblioteca de Castilla-La Mancha e o Museu do Exército. Acesso gratuito.
  • Plaza Zocodover: ao redor desta praça há várias ruelas, cheias de lojinhas, vale a pena perambular por ali!

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  • Mercado San Agustin: mercado com diversos restaurantes, parece bem moderninho, mas não fomos até lá. Nós almoçamos no Restaurante Palacios e comemos super bem, sem pagar muito, então gostei! Há uma parede cheia de prêmios por recomendações Routard, de vários anos!
  • Ponte de Alcantara: vale a pena dar uma caminhadinha de 12 minutos até lá, porque tem uma vista bonita para o Castillo De San Servando. Aliás, tem escada rolante “Escaleras Zocodover”, para subir e descer o morro, então não é tão sofrido! Apesar de não ser possível visitar o castelo, a vista é bonita para fotos. Depois, pode voltar pelas escadas, para continuar fazendo o circuito por dentro da cidade murada.

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  • Puerta Del Sol
  • Puerta De Bisagra
  • Muralha de Toledo: Toledo passou por diversas fases de conquistas por diferentes povos e, por isso, suas muralhas surgiram como forma de proteção para a cidade.
  • Jardines de la Vega: O jardim não é uma parada obrigatória em Toledo, mas, se sobrar tempo, vale dar uma caminhadinha por ali.
  • Palacio de Galiana: às margens do rio Tejo, este palácio foi construído no século XI pelo Rei Al Mamun, e possui este nome em homenagem à princesa muçulmana Galiana. Fica a 15 minutos andando da estação de trem, então é uma boa visita para encerrar o dia em Toledo, antes de retornar a Madrid!

* Alternativamente, caso queira visitar por dentro todas as igrejas, monastério e sinagoga, seria mais econômico comprar a Pulseira Turística de Toledo, do que pagar a entrada individual em cada uma. Atualmente, a pulseira pode ser adquirida em qualquer um dos sete monumentos onde ela dá acesso, por € 9. Estes monumentos são: Real Colegio Doncellas Nobles, Monastério de San Juan De Los Reyes, Sinagoga Santa María La Blanca, Igreja de São Ildefonso Jesuitas, Igreja De São Tomé, Cristo de La Luz – Antiga Mesquita e Igreja do Salvador.

Ah, quem vai a Toledo precisa experimentar o doce típico: o Mazapán. Ele é feito de amêndoas, ovo e açúcar. Acredita-se que é de origem árabe e que foi introduzido na Espanha durante a invasão muçulmana, no século VIII. Nós compramos na loja Mazapan de Sao Tome, que fica em frente à Praça Zocodover, e recomendamos!

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Castelo de São Jorge: uma das principais atrações em Lisboa

Uma das principais atrações de Lisboa é, sem dúvidas, o Castelo de São Jorge. Do alto da sua colina, o castelo tem vista para a cidade e, justamente por isso, foi construído com a finalidade de exercer um papel de fortaleza.

Castelo de São Jorge Lisboa

Ao visitar o Castelo de S. Jorge, também visita-se o antigo paço real e uma área residencial destinadas às elites, sendo estas as três marcas da antiga cidadela medieval, também conhecida como alcáçova.

Castelo de São Jorge Lisboa

Construída pelos muçulmanos no século XI, a fortaleza foi conquistada por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, em 1147. O Castelo de São Jorge esteve em seu auge entre os séculos XII e XVI, tendo sido ampliado e adaptado para acomodar o Rei, a Corte, o Bispo e o arquivo real. Ao longo dos séculos XIV, XV e XVI, foi lá que realizaram-se festas e aclamações de reis, com a presença de personagens ilustres, nacionais e estrangeiros. Entre os séculos XVI e XX, o castelo assumiu um papel militar.

Após o terremoto de 1755 em Lisboa, novas construções foram iniciadas e se sobrepuseram aos destroços. O castelo e as ruínas do paço real foram redescobertos em 1940, quando ocorreram obras no local. Na sequência, o castelo foi restaurado, reassumindo a sua imponência e voltando à exibição.

Castelo de São Jorge Lisboa

O Castelo de São Jorge é hoje considerado Monumento Nacional, devido à sua importância histórica, e é possível aprender sobre a ocupação da colina ao longo dos séculos visitando a Exposição Permanente e o Sítio Arqueológico.

No inverno, o castelo está aberto entre às 9h00 e às 18h00. Já no verão, o horário é estendido até as 21h00. Importante lembrar que a bilheteria fecha 30min antes do encerramento do castelo.

Castelo de São Jorge Lisboa

Atualmente, a visita custa € 8,50 por adulto, com descontos disponíveis para crianças, estudantes, famílias, deficientes, idosos, operadores turísticos, grupos escolares, residentes de Lisboa e de Portugal. Para saber mais informações atualizadíssimas sobre horário de funcionamento e preços, clique aqui!

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Palácio de Versalhes

Para aqueles que vão à Paris, outra parada obrigatória, não muito longe dali, é o Palácio de Versalhes, ou Château de Versailles, na língua original. O Palácio e seus jardins são verdadeiramente lindos e merecedores de uma visita! Além disso, o palácio é rico em história, já que por ali viveram e passaram diversos reis franceses e importantes marcos históricos.

Sua construção iniciou em 1631, como uma casa de campo, que era usada pelo Rei Louis XIII quando ia à região de Versalhes caçar. Posteriormente, durante o reinado do seu filho, Louis XIV, o Palácio passou por diversas obras de ampliação e transformou-se em residência de lazer. Devido à paixão que o rei desenvolveu por estas terras, em 1682, o Palácio passou a ser usado como a principal residência da corte francesa e do governo. O local passou, então, a receber diversas festas e eventos. No entanto, as obras ainda estavam longe de serem completadas quando, em 1715, o rei Louis XIV faleceu e, logo em seguida, a corte francesa retirou-se de Versalhes.

Apenas anos depois do falecimento do pai, o novo rei, Louis XV, decidiu retornar ao palácio e retomar as obras internas e externas, criando aposentos menores e dando sequência a alguns projetos já iniciados anteriormente. Seu filho, o rei Louis XVI, nasceu em Versalhes e viveu no Palácio a maior parte de sua vida, diferentemente de seu pai. Foi na Ópera Real do Palácio que ocorreu o seu casamento com Marie-Antoniette, em 1770.

Palácio de Versalhes

A Revolução Francesa passou por Versalhes tirando-lhe o brilho, já que as mobílias e outros itens da Monarquia foram confiscados e vendidos a cidadãos e comerciantes. Assim, restaram apenas as obras de arte e de ciência, cujo confisco não estava incluído na lei de 1793, e os itens que a Família Real havia levado consigo na mudança para o Palácio das Tulherias, ou guardado em depósitos particulares.

Palácio de Versalhes

Em 1837, Louis-Philippe, o “Rei dos Franceses”, inaugurou em Versalhes um museu dedicado a todas as glórias da França ao longo dos séculos. Seu objetivo era reconciliar e reforçar a união do povo francês, indiferentemente de crenças políticas e ideológicas individuais.

O palácio tornou-se um símbolo de poder e protagonizou eventos importantes da história, além de expô-los em seu museu. Foi em Versalhes que o Império Germânico foi proclamado, em 1871, após a vitória dos prussianos sobre os franceses. Ironicamente, na mesma Sala dos Espelhos, onde quase 50 anos antes o Império Germânico havia sido declarado, em 1919, os alemães tiveram que assinar o tratado de paz, encerrando e assumindo a derrota na Primeira Guerra Mundial. Foi também no palácio que surgiu a Terceira República Francesa, quando o parlamento refugiou-se ali, e onde quinze eleições presidenciais ocorreram, entre 1873 e 1954.

Palácio de Versalhes

Outra importante contribuição para a manutenção do palácio foi feita pelo norte-americano John D. Rockefeller, que fez generosas doações, em agradecimento ao envolvimento francês na guerra de independência dos Estados Unidos.

Os Jardins do Palácio são realmente um espetáculo à parte! Com uma bela mistura de flores, fontes, estátuas, lagos e arbustos cuidadosamente podados. O estilo de jardim francês é uma dos que mais me agrada, com toda sua simetria e harmonia entre os elementos.

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A fila de entrada no Palácio era giganteeesca, mas, como nós já tínhamos comprado os ingressos online, pudemos cortar um bom pedaço desta longa espera. Então, fica a dica: sempre que possível, compre os ingressos antecipadamente, porque além de economizar tempo de espera, muitas vezes as empresas oferecem descontos na compra online!

Palácio de Versalhes

É possível comprar o ingresso para visitar o Palácio ou o Trianon e, em ambos os casos, está inclusa a visita aos jardins e à exibição de carruagens. Há, também, a possibilidade de comprar o “passaporte”, para 1 ou 2 dias, que inclui o acesso a todas estas áreas. Além disso, pode-se escolher assistir ou não aos shows musicais na fonte e nos jardins, a um adicional no preço do “passaporte”. Portanto, como viram, há diversas modalidades de preço, por isso recomendo que consultem os preços de acordo com as áreas que pretendem visitar e já comprem os ingressos online, para evitar as filas, clicando aqui.

Há, ainda, entrada gratuita ou com desconto para algumas pessoas, como jóvens com até 18 anos, residentes na União Europeia com até 25 anos, deficientes e seus acompanhantes, etc. Para conhecer todas as categorias elegíveis a estes descontos, verifique a lista completa clicando aqui. Dica: no primeiro domingo de cada mês, entre novembro e março, todos os visitantes têm direito à entrada gratuita.

Para chegar ao Palácio, saindo de Paris, é necessário pegar o trem RER C em direção a VICK Gare de Versailles Château/Rive Gauche ou SARA0T St-Quentin-en-Yvelines. A frequência desta linha é de um trem a cada 15min, aproximadamente, e a viagem leva em torno de 45min. É possível comprar a passagem no balcão ou nas máquinas automáticas (máquinas verdes).

Você pode escolher embarcar em qualquer uma das paradas do RER C em Paris, conforme for mais próximo e acessível para você: Gare d’Austerlitz, Saint-Michel – Notre-Dame, Musée d’Orsay, Invalides, Champ de Mars-Tour Eiffel, Javel,… Então, vale dar uma consultada no Google Maps antes, para saber qual é a estação mais próxima e, assim, evitar deslocamento desnecessário até outra estação. Já em Versalhes, você deve descer na estação Gare de Versailles Château Rive Gauche ou Gare de Versailles Chantiers.

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Praga: alto valor por baixo custo

Praga é uma cidade relativamente barata, quando comparada a outras capitais europeias. Por isso, acabei me dando alguns luxos que não são costumeiros nas minhas viagens, como, por exemplo, me hospedar em um hotel 4 estrelas! Reservei um quarto executivo, que era incrivelmente confortável, com banheira e miminhos, por EUR 40 a noite! Além disso, neste valor estava incluso um buffet MARAVILHOSO de café da manhã, com uma diversidade enorme de pães, ovos, frutas, queijos, bolos, cafés, sucos e muuito mais… Fazendo jus ao nome do hotel, há música clássica no elevador e frases de Mozart na decoração do hotel. Então, a única coisa que tenho a dizer sobre a minha experiência no Hotel Don Giovanni é que foi mesmo TOP e recomendo este hotel para quem for a Praga! Ah, e para que vocês tenham noção do quão incrivelmente ótimo foi o custo-benefício deste hotel, vou comparar com a acomodação das noites anteriores, na Bratislava: paguei EUR 30 por diária em um hostel super simples, com uma (falta de) qualidade que me decepcionou e sem café da manhã. Então, comparando a qualidade dos dois serviços, dá pra entender porque achei este hotel de Praga tão barato e maravilindo, né?!

Mas, como eu sou mochileira de alma, para conhecer a cidade optei pelo transporte público e pelo uso das pernas mesmo! Para me deslocar do hotel até o centro da cidade, usei o metrô e comprei bilhetes unitários “short term”, que são válidos por 30 minutos. Cada um custou 24 coroas tchecas, que equivale a aproximadamente € 0,95 ou R$ 3,80. Neste caso, o bilhete unitário era o que valia mais a pena, porque é fácil conhecer o centro histórico de Praga caminhando. Assim, usei o transporte público apenas para ir e voltar do hotel e gastei no total CZK 48.

Preços transporte público Praga 2017
Preços transporte público Praga 2017

De qualquer forma, é sempre importante planejar o roteiro antes e pesquisar como funciona o transporte público na cidade de destino, para já calcular e saber qual das modalidades é mais econômica em cada situação.  Por exemplo, diferente de Praga, em Viena e Berlim, que são cidades maiores, eu optei pelo bilhete diário, que permite usar o transporte público tanto quanto quiser, de acordo com as regiões selecionadas!

Mais uma vez, em Praga fiz um passeio guiado à pé, com a empresa Sandesman. O guia era um rapazinho de origem tcheca, mas que nasceu nos Estados Unidos, já que a sua família se mudou para lá em busca de uma vida melhor durante as épocas difíceis que a República Tcheca enfrentou. Este tipo de tour guiado é a melhor forma que já experimentei de conhecer e aprender sobre as cidades!

Enquanto a maioria das capitais europeias foi devastada durante as guerras, Praga manteve-se bem preservada. Isto porque, a cidade foi alvo de apenas um bombardeio durante a Segunda Guerra Mundial, o qual ainda ocorreu acidentalmente, pois pensavam que tratava-se de Dresden. Segundo o guia, eles acreditam que Hitler planejava viver em Praga e tornar o Bairro Judeu de Praga em um “museu de uma raça extinta”, depois que conquistasse o seu objetivo. Horrível só de imaginar!

Muito antes da Segunda Guerra Mundial, lá no século XXIII, todos os judeus foram banidos de outras regiões de Praga e limitados a viver dentro dos muros do Bairro Judeu. Apesar do crescimento populacional, o povo judeu não era autorizado a morar em outras áreas da cidade, o que levou a uma série de problemas. Além da superlotação nas moradias, outra dificuldade foi para enterrar os mortos. Como não havia mais espaço disponível, foi necessário “reaproveitar” o terreno e enterrar uns por cima dos outros, chegando a haver até sete camadas em algumas partes do cemitério! O cemitério é a marca mais forte de toda a tristeza que os judeus sofreram nesta época, em Praga, e, por isso, torna-se obrigatório falar a respeito.

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Além do cemitério e das habitações, das quais muitas foram demolidas para a renovação desta área, no antigo Bairro Judeu localiza-se também a sinagoga mais antiga e bem conservada da Europa Central, conhecida como Old-New Synagogue e construída em 1270, em estilo gótico.

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Não gosto muito de escrever sobre esses assuntos sombrios, mas é impossível conhecer e aprender sobre as cidades e, depois, não compartilhar com vocês também sobre uma parte tão marcante da história, mesmo que tenha sido tão triste. Ao mesmo tempo que esse assunto é tão desagradável e entristecedor, considero de extrema importância que esse passado seja lembrado, para que tais atrocidades jamais sejam repetidas e para que a tolerância e o respeito sejam sempre promovidos.

Durante o tour, o guia mostrou o único teatro, ainda ativo, onde Mozart tocou: o Estates Theatre. Segundo o guia, Mozart apresentou em Praga a composição Don Giovanni, a mesma que havia apresentado em Viena, anteriormente. Porém, enquanto em Viena os expectadores BOCEJARAM, mostrando grande arrogância e descaso com o músico, em Praga, Mozart foi aplaudido de pé por 30 minutos ininterruptos. Este evento é lembrado com tanto orgulho pelos tchecos que foi criado um monumento em frente ao teatro, relembrando a apresentação de Mozart, ali realizada em 29 de outubro de 1787. A escultura é chamada de Il Commendatore e foi desenvolvida pela artista tcheca Anna Chromy.

Assim como eu já comentei em um post anterior, a República Tcheca e a Eslováquia compartilham alguns costumes, e um deles é a tradição da ceia de Natal. Em ambos os países, as pessoas comem peixe na ceia, mas o detalhe é: eles o compram vivo e o mantêm vivo até o Natal! A parte mais “doida” da história é que o peixe é comprado com mais ou menos uma semana de antecedência, para ter a certeza de que conseguirão um bom peixe. E, então, para mantê-lo fresco até o Natal, o peixe permanece vivo, nadando na banheira da família! Ou seja, o pobre peixe vira quase um animal de estimação antes de virar a ceia. Isso pode nos parecer uma tradição esquisita e até engraçada, por ser diferente dos nossos próprios hábitos, mas nos cabe respeitar a cultura local sempre!

Outra curiosidade sobre Praga é que, antigamente, as casas costumavam ser identificadas por símbolos, ao invés de números, e estes símbolos foram mantidos em algumas delas até hoje. Por exemplo, andando pelas ruelas de Praga, passamos pela “Casa do Melão Dourado” e pela “Casa do Cacho de Uvas”. Engraçado, não? Qual nome e símbolo você daria para a sua casa?

Aguardem, que em breve eu vou compartilhar mais sobre essa cidade linda, que é grande merecedora de uma visita!

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Palácio Nacional de Queluz

Em nossa visita à região de Sintra, visitamos vários palácios lindos, mas o Palácio Nacional de Queluz foi especial, devido aos seus laços com a história brasileira. Eu, que sinceramente não lembro muita coisa sobre as aulas de história, adorei conhecer o palácio e (re)aprender um pouco sobre Dom Pedro I, já que o rei de Portugal e Imperador do Brasil nasceu e morreu neste Palácio.

O primeiro “detalhe” importante que aprendemos é que o Dom Pedro I, como é conhecido no Brasil, na verdade, era chamado de Dom Pedro IV em Portugal. Isto porque ele foi o Primeiro Imperador do Brasil e Quarto Rei de Portugal com este mesmo nome.

A história do Palácio teve início no princípio do século XVII, como a Casa de Campo do marquês D. Cristóvão de Moura. Ela foi confiscada pelo governo em 1640 e, em 1654, ganhou o título de Casa do Infantado. No entanto, foi sob ordens e atenção do Rei D. Pedro III que, entre 1747 e 1786, o Palácio tomou a forma que apresenta hoje. O Palácio tornou-se, então, a residência de verão da Família Real, e foi habitado desde 1794 até 1807, quando D. João VI e a Corte partiram para o Brasil, após as invasões francesas em Portugal.

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O Palácio assume uma forma próxima a um “U”, com longas janelas e portas de vidro em ambos os lados, criando uma conexão entre o Palácio e seu belo jardim.

Foi uma visita super interessante e eu adorei o sentimento de conexão com a história que eu senti ao passear por esse palácio. Nossa visão não é o único senso que se delicia com as belezas de conhecer um novo lugar: cada passeio nos apresenta cheiros, sabores, sons e sensações próprios. Viajar é muito mais do que conhecer pontos turísticos, porque temos sempre muito a aprender com cada lugar e experiência.

Há diversas modalidades de preço da visita, dependendo que você está interessado em visitar apenas o jardim ou o jardim e o Palácio. Além disso, há descontos para jovens, idosos ou famílias. Há, ainda, a possibilidade de comprar estes ingressos em conjunto com outros da região de Sintra, que assim acabam sendo mais baratos do que comprá-los individualmente.

Os horários de funcionamento variam de acordo com a época do ano, então vale dar uma conferida no site, para que você consiga organizar melhor a sua visita! Para mais informações, clique aqui e visite o site oficial!

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United Buddy Bears e o estereótipo brasileiro

Essa semana eu postei no Instagram sobre a exposição United Buddy Bears, que eu tive a oportunidade de visitar em Berlim. A exposição é composta por aproximadamente 140 ursos, representando as nações reconhecidas pela ONU. Cada urso foi pintado por um artista nativo, de modo a representar o seu próprio país. É uma bela mistura de cores, criatividade e cultura!

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O objetivo da exposição, que viaja o mundo inteiro, é justamente promover o conhecimento e compreensão entre os povos. Assim, os ursos estão todos posicionados de “mãos dadas”, simbolizando a paz, a tolerância e a união entre povos, religiões e culturas.

 

Nas fotos que eu postei, há ursos representando diversos países, mas eu propositadamente não postei o urso que representa o Brasil e aqui vou dizer o porquê. Não, eu não tenho o chamado “complexo vira-lata”, que desvaloriza a sua origem: meu motivo é exatamente o oposto disso! Tenho, na verdade, um forte problema com a imagem que nós brasileiros vendemos para o mundo, que é sempre a mesma. No exterior, somos o país do futebol, do samba, do carnaval, da caipirinha, das praias e da Amazônia (e também da prostituição e da criminalidade). Sim, é verdade que o Brasil tem tudo isso, mas também tem MUITO MAIS, e é isso que me incomoda. O Brasil é tão rico culturalmente, com uma diversidade gigantesca de raças, músicas, religiões, belezas, esportes, paisagens, comidas e muito, muito mais! Merecemos promover e celebrar a nossa diversidade, ao invés de insistirmos no mesmo estereótipo de sempre.

United Buddy Bear

Eu sou uma brasileira que não tem talento para esportes ou samba, mas minha mente é hiperativa. Eu adoro o POP ROCK brasileiro, mas, se for pra dançar, prefiro vaneirão ou funk. Tenho pavor de cachaça, então quero mesmo é uma caipirinha de vodca. No meu aniversário, preciso de bolo de negrinho com morango (vem aí as diferenças linguísticas entre as regiões, que também representam o nosso Brasil). Estranhamente para quem vê de fora e só conhece o Brasil tropical, no meu Brasil não é verão o ano inteiro.

Sou menos brasileira por isso? Não! Nem eu e nem milhares de outros brasileiros, que também têm características pessoais que fogem do estereótipo. Então, por que insistimos em vender uma única e mesma imagem? Quero mais é mostrar para o mundo a alegria, a incrível diversidade e todos os tipos de beleza do Brasil e do povo brasileiro!

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Eslováquia: uma aula de história e cultura na Bratislava

A Bratislava não estava no meu roteiro inicial, mas incluí uma rápida parada de um dia, já que esta capital localiza-se no caminho, entre Budapeste e Viena. E que decisão feliz eu fiz! Esta acabou sendo uma das paradas mais especiais da viagem, não tanto pelos seus monumentos, mas, especialmente, pelo tanto que aprendi nessa visita.

Desde a primeira viagem na Europa, eu percebi como é importante conhecer a história e a cultura de um lugar, ao invés de apenas me encantar com as suas paisagens e pontos turísticos. Em algumas cidades, optei por passeios com ônibus turísticos, mas preciso admitir que não tem nada como fazer um tour a pé, guiado por pessoas locais. Esses passeios são essencialmente gratuitos, porém os guias trabalham na base das gorjetas, ou seja, ao final do tour, você pagará aquilo que considera justo para o serviço que recebeu e dentro das suas possibilidades. Foi esta a maneira que escolhi para, muito além de apenas visitar, de fato conhecer a Bratislava.

A querida guia Martina nos deu uma verdadeira aula de história sobre este país que completa 25 anos em 2018. A Eslováquia já passou pelo domínio de diversas outras nações e sofreu pela opressão comunista, mas foi com a paz que conquistou a sua independência e democracia. Foi muito, muito interessante escutar e refletir sobre o que nos foi contado!

Segundo a guia, durante a era comunista, o povo tinha emprego, moradia, comida e educação. Tudo isso era dado pelo governo, ao custo da liberdade de escolha e de expressão dos cidadãos: o próprio governo designava onde a pessoa ia morar, no que ia trabalhar, se podia ou não viajar e, como de praxe em um regime comunista, o que podia pensar ou expressar sobre o governo. E aí, já pensou o que você preferiria?

Parece algo tão absurdo, pensar que as pessoas viviam limitadas pelo governo há apenas 25 anos, mas eu tristemente tive que lembrar que ainda hoje, mesmo com todos os avanços que a humanidade teve no último século, isso existe no mundo. Pra mim, liberdade é um direito humano e as pessoas jamais deveriam ser privadas disso.

Apesar de a Eslováquia ser um país super jovem, seu povo tem uma cultura e tradições próprias, já que habitam esta região há séculos. É claro que, ao longo do tempo, sofreram alguma influência e hoje compartilham traços culturais com as nações vizinhas, como o extinto Império Austro-Húngaro, que dominou a região por muito tempo, e a atual República Tcheca, à qual foram aliados por duas vezes, formando a extinta Tchecoslováquia. Segundo a guia, foi justamente a proximidade cultural, de idioma e também geográfica, que fez com que a Eslováquia se aliasse à República Tcheca depois da 1ª Guerra Mundial, quando do colapso do Império Austro-Húngaro e, novamente, depois da 2ª Guerra Mundial, após a desocupação nazista.

Sobre a cultura eslovaca, a guia compartilhou algumas tradições um tanto curiosas! Durante a segunda-feira de Páscoa (sim, alguns países europeus fazem feriado de Páscoa na segunda-feira!), é tradição que os meninos visitem suas amigas mulheres, para atirar água e “bater” nelas com galhos de salgueiro. Essa história provocou certa estranheza e risos no nosso grupo, mas, segundo a tradição, isso significa que ele está desejando à felizarda boa saúde (ao atirar a água) e beleza (ao tocar os ramos na sua pele). Esta tradição é pagã, já que durante muito tempo a população não teve liberdade para seguir uma religião, mas atualmente a maior porção da população é católica. Eles também têm uma tradição curiosa que envolve o Natal, mas esta eu vou contar no meu próximo post, sobre Praga, porque ela é compartilhada pelos dois países!

Ficou curioso e quer saber mais sobre as belezas da Bratislava? Fica ligadinho que logo, logo eu vou compartilhar aqui sobre os lugares que conheci por lá e muito mais!

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