Bratislava: roteiro de 1 dia

Depois de 5 anos, voltei a visitar a Bratislava, capital da Eslováquia, e hoje vim contar por que esta cidade merece entrar no teu roteiro de eurotrip. Além deste resumo, também já escrevi outro artigo sobre a Eslováquia: uma aula de história e cultura na Bratislava. Não deixa de conferir!

Vale a pena visitar?

Apesar de não ser um destino com tantos atrativos turísticos, é uma cidade com um ar muito gracioso e merece sim uma visita! Por ser uma cidade super “compacta”, é possível visitar toda a sua parte histórica caminhando e, assim, evitar despesas com transportes.

Como chegar lá?

A apenas de 1 hora de distância de Viena e 2h 30 min de Budapeste, recomendo muito que aproveites para passar um dia ou dois na Bratislava e logo conhecer também outra(s) destas capitais. Para quem não quiser alugar carro, uma ótima alternativa é o Flixbus, que oferece bilhetes a partir de € 4,95/trecho de Viena e € 9,95/trecho de Budapeste.

Gastronomia eslovaca

Outro motivo por que a Bratislava merece entrar no teu roteiro é a gastronomia eslovaca: uma das minhas preferidas! É obrigatório experimentar o Bryndzove pirohy e o Bryndzove halusky, o primeiro é uma espécie de tortellini e o segundo é tipo um mini-nhoque, ambos cobertos de queijo de ovelha. Para acompanhar, pede uma Kofola, a versão eslovaca da Coca-Cola, com menos açúcar e mais natural, com sabor de ervas. Recomendo o Slovak Pub, onde pedimos um “menu degustação”, com 3 pratos típicos para 2 pessoas, por € 18,50 (2022), e uma cerveja artesanal de 0,5l por € 2,30.

Outro prato que recomendo é a sopa de alho, servida no pão. É muito saborosa e cremosa, e não é tão forte como imaginamos! Seguimos a recomendação do guia, e fomos experimentar no 17’s bar. Aprovado e custou € 7,50 (2022).

Também experimentei uma espécie de pãozinho recheado com semente de papoula (sim, aquela flor). Tem um sabor bem suave, não muito doce, então as minhas formiguinhas não ficaram tão satisfeitas, mas valeu experimentar!

Onde se hospedar?

Ficamos hospedados no Park Inn by Radisson Danube, hotel 4* no coração da Bratislava. Fiquei super contente com o quarto: muito confortável e enorme, com direito a sala, cozinha e uma vista linda para o Castelo da Bratislava!

A piscina interna, spa e academia só vieram completar essa experiência. Recomendo para quem quiser passar uns dias de rainha/rei na Bratislava! Dá uma olhadinha neste vídeo para conhecer um pouco do Park Inn:

Seguro Viagem

Já sabemos a importância de estarmos cobertos por um Seguro Viagem, que além de ser uma exigência para brasileiros entrarem em qualquer país do Espaço Schengen, também nos livra de eventuais despesas de saúde, extravio de bagagem, atraso ou perda de voo, repatriação, além de todo apoio prestado pelas seguradoras.

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O que conhecer na Bratislava?

Nas duas visitas à Bratislava, participei de tours guiados a pé, daqueles em que o valor a dar de gorjeta é definido por ti, ao final do passeio. É a minha forma preferida de conhecer as cidades, porque assim descobrimos a história por trás dos monumentos, além de aprender sobre a cultura e a história do país, e aproveitar dicas de quem conhece verdadeiramente a cidade. Desta vez, fiz o passeio organizado pela empresa Discover Bratislava, mas basta pesquisar na internet “Free walking tour” + o nome da cidade, e logo encontrarão passeios deste tipo nas principais cidades europeias. Aqui está o resumão dos pontos turísticos da Bratislava:

No período medieval, a cidade era murada e o portão de St. Michael era um dos acessos à, hoje conhecida como, Cidade Velha. Atualmente, a torre abriga um museu (e estava em obras na visita de 2022).

Depois de apreciar a beleza do prédio do Teatro Nacional, a guia chamou a atenção para os bustos que se encontram na fachada. Eles representam diversos artistas, como Mozart e Beethoven, mas nenhum deles é eslovaco. Então, por que estariam eles ali? Pelo simples fato de que, quando o prédio foi construído, a Eslováquia fazia parte do Império Austro-Húngaro e, neste caso, todos esses artistas eram realmente nacionais.

Bratislava Teatro Nacional

Nos prédios em torno da praça central, localizada na Cidade Velha, há diversos consulados e departamentos governamentais. Minha primeira visita à Bratislava foi na época de Natal, então haviam diversas barraquinhas do mercado de natal, mas apenas algumas ainda estavam abertas, vendendo quentão, ponche e comidinhas.

A Bratislava é também marcada por diversas estátuas intrigantes. Vem comigo que vou te contar a história de algumas!

A estátua Cumil, de um homem em um bueiro, atrai muitos visitantes, pois está localizada em uma das ruas centrais da Cidade Velha. Porém, segundo a guia, a estátua não representa ninguém especificamente: foi colocada ali com o único objetivo de gerar curiosidade e atrair as pessoas para a região do centro histórico, que encontrava-se abandonado pela população local. A estratégia de marketing funcionou, porque hoje a estátua é ponto turístico, com fila para fotos! hehe

Há quem defenda que ele representa um homem trabalhador, há quem diga que ele está ali para olhar por baixo das saias (e por isso está com essa carinha sem-vergonha) e há quem acredite que dá sorte passar a mão na cabeça dele. Em qual destas teorias tu acreditas? 🙂

Bratislava Cumil

Com o sucesso desta estátua, várias outras começaram a surgir pela cidade, por exemplo, a estátua de Schöne Náci: um senhor que era conhecido na região pela sua simpatia (e este existiu de verdade!).

Bratislava

A Catedral de St. Martin é um dos principais pontos da cidade, pois tem um valor histórico muito forte. Ela foi usada como a igreja da coroação dos reis e rainhas do Reino Húngaro, entre 1563 e 1830. Pelas ruas da cidade, há símbolos que representam o caminho que os monarcas faziam após serem coroados nesta igreja. Segundo a guia, a cidade se tornava palco de festa durante as coroações e as fontes públicas tinham sua água substituída por vinho. Que tal?

A catedral foi construída em 1452, em estilo gótico antigo, e é uma das poucas no mundo com o estilo original ainda em pé, já que a grande maioria das igrejas europeias foram destruídas durante as guerras e reconstruídas em estilo neogótico.

Em frente à catedral, por muitos séculos existiu uma sinagoga, provando a tolerância existente no país. Porém, em 1970, a sinagoga foi destruída pelo governo comunista para a construção da rodovia e hoje é lembrada por uma imagem, no local que ocupava.

Durante o regime comunista, o governo decidiu que a (extinta) Tchecoslováquia teria uma capital com aspecto histórico, exibindo todos seus belos prédios antigos, e outra capital moderna. Assim, iniciou-se um processo de modernização (ao estilo comunista) da Bratislava, enquanto Praga foi mantida como a capital oficial e histórica do país. Como consequência, hoje o centro histórico da Bratislava é cortado por uma rodovia, estando o castelo de um lado, e a catedral do outro. A guia referiu-se a isto com um ar de tristeza e reprovação, já que, segundo ela, a estrada é uma “cicatriz no rosto da Bratislava”. Com cicatriz ou não, eu sinceramente achei a Bratislava uma menina muito bonita!

O miradouro Most SNP, no alto da ponte, é “carinhosamente” chamado de disco-voador (UFO Tower), já que tem um aspecto um tanto peculiar… 😉 Não subi na torre, mas ela é aberta a visitações, a uma taxa de € 9,90 (em 2022), que não é cobrada caso vás a um dos sofisticados restaurantes situados no topo.

O Castelo da Bratislava, construído no século X, já passou por diversas reformas, em decorrência de diversas guerras e incêndios ao longo dos séculos, que acabaram por alterar completamente o seu estilo arquitetônico.

Castelo da Bratislava

A vista do alto da colina do castelo sobre a Cidade Velha já vale a subida!

Igreja de Santa Isabel, também conhecida como Igreja Azul, também é parada obrigatória de visita na Bratislava, porque é toda diferentona e se destaca de qualquer outra igreja que eu já tenha visto!

Idioma

E que tal aprender umas palavrinhas em eslovaco, para ser simpático durante a visita? Já preparei uma lista das principais:

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Praga: alto valor por baixo custo

Praga é uma cidade relativamente barata, quando comparada a outras capitais europeias. Por isso, acabei me dando alguns luxos que não são costumeiros nas minhas viagens, como, por exemplo, me hospedar em um hotel 4 estrelas! Reservei um quarto executivo, que era incrivelmente confortável, com banheira e miminhos, por EUR 40 a noite! Além disso, neste valor estava incluso um buffet MARAVILHOSO de café da manhã, com uma diversidade enorme de pães, ovos, frutas, queijos, bolos, cafés, sucos e muuito mais… Fazendo jus ao nome do hotel, há música clássica no elevador e frases de Mozart na decoração do hotel. Então, a única coisa que tenho a dizer sobre a minha experiência no Hotel Don Giovanni é que foi mesmo TOP e recomendo este hotel para quem for a Praga! Ah, e para que vocês tenham noção do quão incrivelmente ótimo foi o custo-benefício deste hotel, vou comparar com a acomodação das noites anteriores, na Bratislava: paguei EUR 30 por diária em um hostel super simples, com uma (falta de) qualidade que me decepcionou e sem café da manhã. Então, comparando a qualidade dos dois serviços, dá pra entender porque achei este hotel de Praga tão barato e maravilindo, né?!

Mas, como eu sou mochileira de alma, para conhecer a cidade optei pelo transporte público e pelo uso das pernas mesmo! Para me deslocar do hotel até o centro da cidade, usei o metrô e comprei bilhetes unitários “short term”, que são válidos por 30 minutos. Cada um custou 24 coroas tchecas, que equivale a aproximadamente € 0,95 ou R$ 3,80. Neste caso, o bilhete unitário era o que valia mais a pena, porque é fácil conhecer o centro histórico de Praga caminhando. Assim, usei o transporte público apenas para ir e voltar do hotel e gastei no total CZK 48.

Preços transporte público Praga 2017
Preços transporte público Praga 2017

De qualquer forma, é sempre importante planejar o roteiro antes e pesquisar como funciona o transporte público na cidade de destino, para já calcular e saber qual das modalidades é mais econômica em cada situação.  Por exemplo, diferente de Praga, em Viena e Berlim, que são cidades maiores, eu optei pelo bilhete diário, que permite usar o transporte público tanto quanto quiser, de acordo com as regiões selecionadas!

Mais uma vez, em Praga fiz um passeio guiado à pé, com a empresa Sandesman. O guia era um rapazinho de origem tcheca, mas que nasceu nos Estados Unidos, já que a sua família se mudou para lá em busca de uma vida melhor durante as épocas difíceis que a República Tcheca enfrentou. Este tipo de tour guiado é a melhor forma que já experimentei de conhecer e aprender sobre as cidades!

Enquanto a maioria das capitais europeias foi devastada durante as guerras, Praga manteve-se bem preservada. Isto porque, a cidade foi alvo de apenas um bombardeio durante a Segunda Guerra Mundial, o qual ainda ocorreu acidentalmente, pois pensavam que tratava-se de Dresden. Segundo o guia, eles acreditam que Hitler planejava viver em Praga e tornar o Bairro Judeu de Praga em um “museu de uma raça extinta”, depois que conquistasse o seu objetivo. Horrível só de imaginar!

Muito antes da Segunda Guerra Mundial, lá no século XXIII, todos os judeus foram banidos de outras regiões de Praga e limitados a viver dentro dos muros do Bairro Judeu. Apesar do crescimento populacional, o povo judeu não era autorizado a morar em outras áreas da cidade, o que levou a uma série de problemas. Além da superlotação nas moradias, outra dificuldade foi para enterrar os mortos. Como não havia mais espaço disponível, foi necessário “reaproveitar” o terreno e enterrar uns por cima dos outros, chegando a haver até sete camadas em algumas partes do cemitério! O cemitério é a marca mais forte de toda a tristeza que os judeus sofreram nesta época, em Praga, e, por isso, torna-se obrigatório falar a respeito.

cemitério judeu Praga

Além do cemitério e das habitações, das quais muitas foram demolidas para a renovação desta área, no antigo Bairro Judeu localiza-se também a sinagoga mais antiga e bem conservada da Europa Central, conhecida como Old-New Synagogue e construída em 1270, em estilo gótico.

sinagoga Praga

Não gosto muito de escrever sobre esses assuntos sombrios, mas é impossível conhecer e aprender sobre as cidades e, depois, não compartilhar com vocês também sobre uma parte tão marcante da história, mesmo que tenha sido tão triste. Ao mesmo tempo que esse assunto é tão desagradável e entristecedor, considero de extrema importância que esse passado seja lembrado, para que tais atrocidades jamais sejam repetidas e para que a tolerância e o respeito sejam sempre promovidos.

Durante o tour, o guia mostrou o único teatro, ainda ativo, onde Mozart tocou: o Estates Theatre. Segundo o guia, Mozart apresentou em Praga a composição Don Giovanni, a mesma que havia apresentado em Viena, anteriormente. Porém, enquanto em Viena os expectadores BOCEJARAM, mostrando grande arrogância e descaso com o músico, em Praga, Mozart foi aplaudido de pé por 30 minutos ininterruptos. Este evento é lembrado com tanto orgulho pelos tchecos que foi criado um monumento em frente ao teatro, relembrando a apresentação de Mozart, ali realizada em 29 de outubro de 1787. A escultura é chamada de Il Commendatore e foi desenvolvida pela artista tcheca Anna Chromy.

Assim como eu já comentei em um post anterior, a República Tcheca e a Eslováquia compartilham alguns costumes, e um deles é a tradição da ceia de Natal. Em ambos os países, as pessoas comem peixe na ceia, mas o detalhe é: eles o compram vivo e o mantêm vivo até o Natal! A parte mais “doida” da história é que o peixe é comprado com mais ou menos uma semana de antecedência, para ter a certeza de que conseguirão um bom peixe. E, então, para mantê-lo fresco até o Natal, o peixe permanece vivo, nadando na banheira da família! Ou seja, o pobre peixe vira quase um animal de estimação antes de virar a ceia. Isso pode nos parecer uma tradição esquisita e até engraçada, por ser diferente dos nossos próprios hábitos, mas nos cabe respeitar a cultura local sempre!

Outra curiosidade sobre Praga é que, antigamente, as casas costumavam ser identificadas por símbolos, ao invés de números, e estes símbolos foram mantidos em algumas delas até hoje. Por exemplo, andando pelas ruelas de Praga, passamos pela “Casa do Melão Dourado” e pela “Casa do Cacho de Uvas”. Engraçado, não? Qual nome e símbolo você daria para a sua casa?

Aguardem, que em breve eu vou compartilhar mais sobre essa cidade linda, que é grande merecedora de uma visita!

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United Buddy Bears e o estereótipo brasileiro

Essa semana eu postei no Instagram sobre a exposição United Buddy Bears, que eu tive a oportunidade de visitar em Berlim. A exposição é composta por aproximadamente 140 ursos, representando as nações reconhecidas pela ONU. Cada urso foi pintado por um artista nativo, de modo a representar o seu próprio país. É uma bela mistura de cores, criatividade e cultura!

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O objetivo da exposição, que viaja o mundo inteiro, é justamente promover o conhecimento e compreensão entre os povos. Assim, os ursos estão todos posicionados de “mãos dadas”, simbolizando a paz, a tolerância e a união entre povos, religiões e culturas.

 

Nas fotos que eu postei, há ursos representando diversos países, mas eu propositadamente não postei o urso que representa o Brasil e aqui vou dizer o porquê. Não, eu não tenho o chamado “complexo vira-lata”, que desvaloriza a sua origem: meu motivo é exatamente o oposto disso! Tenho, na verdade, um forte problema com a imagem que nós brasileiros vendemos para o mundo, que é sempre a mesma. No exterior, somos o país do futebol, do samba, do carnaval, da caipirinha, das praias e da Amazônia (e também da prostituição e da criminalidade). Sim, é verdade que o Brasil tem tudo isso, mas também tem MUITO MAIS, e é isso que me incomoda. O Brasil é tão rico culturalmente, com uma diversidade gigantesca de raças, músicas, religiões, belezas, esportes, paisagens, comidas e muito, muito mais! Merecemos promover e celebrar a nossa diversidade, ao invés de insistirmos no mesmo estereótipo de sempre.

United Buddy Bear

Eu sou uma brasileira que não tem talento para esportes ou samba, mas minha mente é hiperativa. Eu adoro o POP ROCK brasileiro, mas, se for pra dançar, prefiro vaneirão ou funk. Tenho pavor de cachaça, então quero mesmo é uma caipirinha de vodca. No meu aniversário, preciso de bolo de negrinho com morango (vem aí as diferenças linguísticas entre as regiões, que também representam o nosso Brasil). Estranhamente para quem vê de fora e só conhece o Brasil tropical, no meu Brasil não é verão o ano inteiro.

Sou menos brasileira por isso? Não! Nem eu e nem milhares de outros brasileiros, que também têm características pessoais que fogem do estereótipo. Então, por que insistimos em vender uma única e mesma imagem? Quero mais é mostrar para o mundo a alegria, a incrível diversidade e todos os tipos de beleza do Brasil e do povo brasileiro!

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Eslováquia: uma aula de história e cultura na Bratislava

A Bratislava não estava no meu roteiro inicial, mas incluí uma rápida parada de um dia, já que esta capital localiza-se no caminho, entre Budapeste e Viena. E que decisão feliz eu fiz! Esta acabou sendo uma das paradas mais especiais da viagem, não tanto pelos seus monumentos, mas, especialmente, pelo tanto que aprendi nessa visita.

Desde a primeira viagem na Europa, eu percebi como é importante conhecer a história e a cultura de um lugar, ao invés de apenas me encantar com as suas paisagens e pontos turísticos. Em algumas cidades, optei por passeios com ônibus turísticos, mas preciso admitir que não tem nada como fazer um tour a pé, guiado por pessoas locais. Esses passeios são essencialmente gratuitos, porém os guias trabalham na base das gorjetas, ou seja, ao final do tour, você pagará aquilo que considera justo para o serviço que recebeu e dentro das suas possibilidades. Foi esta a maneira que escolhi para, muito além de apenas visitar, de fato conhecer a Bratislava.

A querida guia Martina nos deu uma verdadeira aula de história sobre este país que completa 25 anos em 2018. A Eslováquia já passou pelo domínio de diversas outras nações e sofreu pela opressão comunista, mas foi com a paz que conquistou a sua independência e democracia. Foi muito, muito interessante escutar e refletir sobre o que nos foi contado!

Segundo a guia, durante a era comunista, o povo tinha emprego, moradia, comida e educação. Tudo isso era dado pelo governo, ao custo da liberdade de escolha e de expressão dos cidadãos: o próprio governo designava onde a pessoa ia morar, no que ia trabalhar, se podia ou não viajar e, como de praxe em um regime comunista, o que podia pensar ou expressar sobre o governo. E aí, já pensou o que você preferiria?

Parece algo tão absurdo, pensar que as pessoas viviam limitadas pelo governo há apenas 25 anos, mas eu tristemente tive que lembrar que ainda hoje, mesmo com todos os avanços que a humanidade teve no último século, isso existe no mundo. Pra mim, liberdade é um direito humano e as pessoas jamais deveriam ser privadas disso.

Apesar de a Eslováquia ser um país super jovem, seu povo tem uma cultura e tradições próprias, já que habitam esta região há séculos. É claro que, ao longo do tempo, sofreram alguma influência e hoje compartilham traços culturais com as nações vizinhas, como o extinto Império Austro-Húngaro, que dominou a região por muito tempo, e a atual República Tcheca, à qual foram aliados por duas vezes, formando a extinta Tchecoslováquia. Segundo a guia, foi justamente a proximidade cultural, de idioma e também geográfica, que fez com que a Eslováquia se aliasse à República Tcheca depois da 1ª Guerra Mundial, quando do colapso do Império Austro-Húngaro e, novamente, depois da 2ª Guerra Mundial, após a desocupação nazista.

Sobre a cultura eslovaca, a guia compartilhou algumas tradições um tanto curiosas! Durante a segunda-feira de Páscoa (sim, alguns países europeus fazem feriado de Páscoa na segunda-feira!), é tradição que os meninos visitem suas amigas mulheres, para atirar água e “bater” nelas com galhos de salgueiro. Essa história provocou certa estranheza e risos no nosso grupo, mas, segundo a tradição, isso significa que ele está desejando à felizarda boa saúde (ao atirar a água) e beleza (ao tocar os ramos na sua pele). Esta tradição é pagã, já que durante muito tempo a população não teve liberdade para seguir uma religião, mas atualmente a maior porção da população é católica. Eles também têm uma tradição curiosa que envolve o Natal, mas esta eu vou contar no meu próximo post, sobre Praga, porque ela é compartilhada pelos dois países!

Ficou curioso e quer saber mais sobre as belezas da Bratislava? Fica ligadinho que logo, logo eu vou compartilhar aqui sobre os lugares que conheci por lá e muito mais!

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East Side Gallery e Feliz Ano Novo!

O último dia de 2017 foi de muita reflexão, mas não sobre o que eu vivi nesse ano. Minha reflexão foi sobre a devastadora história que marca a Alemanha e a humanidade. As ruas de Berlim trazem diversos lembretes do seu passado, para que ele nunca se repita. Um dos muitos exemplos disto é o East Side Gallery, uma legítima galeria de arte de rua, que hoje traz cor, vida e mensagens de respeito e paz àquilo que já foi um símbolo de privação da liberdade: o muro de Berlim. A galeria se estende ao longo de mais de 1km de uma seção do muro que foi preservado e é uma visita imperdível!

O mais chocante é que, depois de ver todas essas marcas da história alemã e pensar no quão absurdo tudo isso foi, percebi que muito disso infelizmente ainda existe no nosso mundo hoje: preconceito, terrorismo e governos opressores.

Muro de Berlim

Berlim hoje traz a mensagem de que o respeito e a liberdade devem triunfar sempre. E é isso que eu desejo para 2018 e para todos os próximos mil anos. Que sejamos mais humanos. Que tenhamos mais respeito uns pelos outros. Que fiquemos em paz.

Muro de Berlim

“Diga sim para a liberdade, paz, dignidade e respeito por todos. Diga não ao terror e repressão a todos os seres. No início, era liberdade.”

Muro de Berlim

Feliz Ano Novo a todos! Que nós façamos de 2018 o ano de realizar tudo aquilo que sonhamos e planejamos!

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Red Bull Air Race

Entre os dias 1 e 3 de setembro, o Rio Douro foi a “pista de corrida” dos aviões da Red Bull Air Race. O primeiro dia foi marcado pelos treinos, o segundo pelas qualificações e o terceiro pelas competições.

A competição consiste em fazer o percurso entre os pórticos infláveis no menor tempo e com menos penalizações, garantindo-lhe a maior pontuação. O vencedor desta etapa do campeonato foi o checo Martin Sonka, que agora está em primeiro lugar no campeonato.

Segundo as estimativas da organização, o público que assistiu ao evento foi maior do que o público total, das cinco etapas anteriores de 2017, sendo contabilizado em 850 mil pessoas! 🙂

Foi realmente um espetáculo e uma experiência muito “fixe”, como dizem por aqui (=legal).

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