Bratislava: roteiro de 1 dia

Depois de 5 anos, voltei a visitar a Bratislava, capital da Eslováquia, e hoje vim contar por que esta cidade merece entrar no teu roteiro de eurotrip. Além deste resumo, também já escrevi outro artigo sobre a Eslováquia: uma aula de história e cultura na Bratislava. Não deixa de conferir!

Vale a pena visitar?

Apesar de não ser um destino com tantos atrativos turísticos, é uma cidade com um ar muito gracioso e merece sim uma visita! Por ser uma cidade super “compacta”, é possível visitar toda a sua parte histórica caminhando e, assim, evitar despesas com transportes.

Como chegar lá?

A apenas de 1 hora de distância de Viena e 2h 30 min de Budapeste, recomendo muito que aproveites para passar um dia ou dois na Bratislava e logo conhecer também outra(s) destas capitais. Para quem não quiser alugar carro, uma ótima alternativa é o Flixbus, que oferece bilhetes a partir de € 4,95/trecho de Viena e € 9,95/trecho de Budapeste.

Gastronomia eslovaca

Outro motivo por que a Bratislava merece entrar no teu roteiro é a gastronomia eslovaca: uma das minhas preferidas! É obrigatório experimentar o Bryndzove pirohy e o Bryndzove halusky, o primeiro é uma espécie de tortellini e o segundo é tipo um mini-nhoque, ambos cobertos de queijo de ovelha. Para acompanhar, pede uma Kofola, a versão eslovaca da Coca-Cola, com menos açúcar e mais natural, com sabor de ervas. Recomendo o Slovak Pub, onde pedimos um “menu degustação”, com 3 pratos típicos para 2 pessoas, por € 18,50 (2022), e uma cerveja artesanal de 0,5l por € 2,30.

Outro prato que recomendo é a sopa de alho, servida no pão. É muito saborosa e cremosa, e não é tão forte como imaginamos! Seguimos a recomendação do guia, e fomos experimentar no 17’s bar. Aprovado e custou € 7,50 (2022).

Também experimentei uma espécie de pãozinho recheado com semente de papoula (sim, aquela flor). Tem um sabor bem suave, não muito doce, então as minhas formiguinhas não ficaram tão satisfeitas, mas valeu experimentar!

Onde se hospedar?

Ficamos hospedados no Park Inn by Radisson Danube, hotel 4* no coração da Bratislava. Fiquei super contente com o quarto: muito confortável e enorme, com direito a sala, cozinha e uma vista linda para o Castelo da Bratislava!

A piscina interna, spa e academia só vieram completar essa experiência. Recomendo para quem quiser passar uns dias de rainha/rei na Bratislava! Dá uma olhadinha neste vídeo para conhecer um pouco do Park Inn:

Seguro Viagem

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O que conhecer na Bratislava?

Nas duas visitas à Bratislava, participei de tours guiados a pé, daqueles em que o valor a dar de gorjeta é definido por ti, ao final do passeio. É a minha forma preferida de conhecer as cidades, porque assim descobrimos a história por trás dos monumentos, além de aprender sobre a cultura e a história do país, e aproveitar dicas de quem conhece verdadeiramente a cidade. Desta vez, fiz o passeio organizado pela empresa Discover Bratislava, mas basta pesquisar na internet “Free walking tour” + o nome da cidade, e logo encontrarão passeios deste tipo nas principais cidades europeias. Aqui está o resumão dos pontos turísticos da Bratislava:

No período medieval, a cidade era murada e o portão de St. Michael era um dos acessos à, hoje conhecida como, Cidade Velha. Atualmente, a torre abriga um museu (e estava em obras na visita de 2022).

Depois de apreciar a beleza do prédio do Teatro Nacional, a guia chamou a atenção para os bustos que se encontram na fachada. Eles representam diversos artistas, como Mozart e Beethoven, mas nenhum deles é eslovaco. Então, por que estariam eles ali? Pelo simples fato de que, quando o prédio foi construído, a Eslováquia fazia parte do Império Austro-Húngaro e, neste caso, todos esses artistas eram realmente nacionais.

Bratislava Teatro Nacional

Nos prédios em torno da praça central, localizada na Cidade Velha, há diversos consulados e departamentos governamentais. Minha primeira visita à Bratislava foi na época de Natal, então haviam diversas barraquinhas do mercado de natal, mas apenas algumas ainda estavam abertas, vendendo quentão, ponche e comidinhas.

A Bratislava é também marcada por diversas estátuas intrigantes. Vem comigo que vou te contar a história de algumas!

A estátua Cumil, de um homem em um bueiro, atrai muitos visitantes, pois está localizada em uma das ruas centrais da Cidade Velha. Porém, segundo a guia, a estátua não representa ninguém especificamente: foi colocada ali com o único objetivo de gerar curiosidade e atrair as pessoas para a região do centro histórico, que encontrava-se abandonado pela população local. A estratégia de marketing funcionou, porque hoje a estátua é ponto turístico, com fila para fotos! hehe

Há quem defenda que ele representa um homem trabalhador, há quem diga que ele está ali para olhar por baixo das saias (e por isso está com essa carinha sem-vergonha) e há quem acredite que dá sorte passar a mão na cabeça dele. Em qual destas teorias tu acreditas? 🙂

Bratislava Cumil

Com o sucesso desta estátua, várias outras começaram a surgir pela cidade, por exemplo, a estátua de Schöne Náci: um senhor que era conhecido na região pela sua simpatia (e este existiu de verdade!).

Bratislava

A Catedral de St. Martin é um dos principais pontos da cidade, pois tem um valor histórico muito forte. Ela foi usada como a igreja da coroação dos reis e rainhas do Reino Húngaro, entre 1563 e 1830. Pelas ruas da cidade, há símbolos que representam o caminho que os monarcas faziam após serem coroados nesta igreja. Segundo a guia, a cidade se tornava palco de festa durante as coroações e as fontes públicas tinham sua água substituída por vinho. Que tal?

A catedral foi construída em 1452, em estilo gótico antigo, e é uma das poucas no mundo com o estilo original ainda em pé, já que a grande maioria das igrejas europeias foram destruídas durante as guerras e reconstruídas em estilo neogótico.

Em frente à catedral, por muitos séculos existiu uma sinagoga, provando a tolerância existente no país. Porém, em 1970, a sinagoga foi destruída pelo governo comunista para a construção da rodovia e hoje é lembrada por uma imagem, no local que ocupava.

Durante o regime comunista, o governo decidiu que a (extinta) Tchecoslováquia teria uma capital com aspecto histórico, exibindo todos seus belos prédios antigos, e outra capital moderna. Assim, iniciou-se um processo de modernização (ao estilo comunista) da Bratislava, enquanto Praga foi mantida como a capital oficial e histórica do país. Como consequência, hoje o centro histórico da Bratislava é cortado por uma rodovia, estando o castelo de um lado, e a catedral do outro. A guia referiu-se a isto com um ar de tristeza e reprovação, já que, segundo ela, a estrada é uma “cicatriz no rosto da Bratislava”. Com cicatriz ou não, eu sinceramente achei a Bratislava uma menina muito bonita!

O miradouro Most SNP, no alto da ponte, é “carinhosamente” chamado de disco-voador (UFO Tower), já que tem um aspecto um tanto peculiar… 😉 Não subi na torre, mas ela é aberta a visitações, a uma taxa de € 9,90 (em 2022), que não é cobrada caso vás a um dos sofisticados restaurantes situados no topo.

O Castelo da Bratislava, construído no século X, já passou por diversas reformas, em decorrência de diversas guerras e incêndios ao longo dos séculos, que acabaram por alterar completamente o seu estilo arquitetônico.

Castelo da Bratislava

A vista do alto da colina do castelo sobre a Cidade Velha já vale a subida!

Igreja de Santa Isabel, também conhecida como Igreja Azul, também é parada obrigatória de visita na Bratislava, porque é toda diferentona e se destaca de qualquer outra igreja que eu já tenha visto!

Idioma

E que tal aprender umas palavrinhas em eslovaco, para ser simpático durante a visita? Já preparei uma lista das principais:

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Roteiro pela Baviera: Lindau em 01 dia (ou algumas horas)

No último verão, tive a oportunidade de visitar a belíssima região da Baviera, ao sul da Alemanha, e vou compartilhar as minhas dicas em uma série de artigos sobre as cidadezinhas por onde passei neste percurso. A parada de hoje será em Lindau, prepare-se para saber o que fazer em uma visita de 01 dia (ou algumas horas, pelo menos)!

Lindau é uma charmosa cidade-ilha alemã, na região da Baviera, pertinho da fronteira. O Lago Constança (Bodensee, em alemão), onde Lindau está situada, marca a fronteira entre três países: Alemanha, Áustria e Suíça.

Como a cidade é pequenina, a melhor forma de explorá-la é a pé. Caso viaje até lá de carro, a melhor opção é deixá-lo em um dos estacionamentos antes de entrar na ilha e atravessar a ponte Seebrücke caminhando, porque o espaço por lá é limitadíssimo!

Já na chegada, o Stadtgarten encanta a todos, com suas cores vibrantes!

A Maximilianstraße e a Fischergasse são as principais ruas do centro histórico de Lindau, e são puro amor! Sugiro que passeiem com calma, perdendo-se e apreciando cada cantinho.

Não deixe de passar também pelo Diebsturm, a torre que serviu de prisão por muitos anos, desde a sua construção, em 1380.

A Marktplatz é uma das principais praças da cidade, circundada pela St. Stephan Kirche e pela Münster Unserer Lieben Frau. Todos sábados e também às quartas-feiras, entre abril e outubro, a praça recebe a feirinha semanal a partir das 7h.

A Altes Rathaus, ou prefeitura antiga, chama atenção pela bela pintura da fachada! Foi originalmente construída no século XV e reconstruída diversas vezes ao longo dos séculos, tendo adotado marcas de diversos estilos arquitetônicos. Localiza-se na Bismarckplatz, no caminho para o porto de Lindau, e atualmente abriga uma biblioteca.

Às margens do porto, está a Mangturm, torre construída no século XII para a proteção da cidade e do porto. No passado, a torre estava ilhada no meio do lago e só era acessível por uma ponte elevadiça. Atualmente, atrai turistas pela vista e também abriga eventos lúdicos, em que os contos de fada retêm a atenção dos pequenos visitantes.

Uma das atrações é o porto, que tem uma bela vista para o lago, e dois símbolos da cidade: o leão da Baviera e o novo farol. Apesar do nome, o farol já não é tão novo assim, foi inaugurado em meados do século XIX, e pode ser visitado, para ter-se uma vista panorâmica do lago e da cidade.

Gostaste do roteiro e dicas? Me conta aqui se tu gostarias de conhecer essa linda região da Alemanha!

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Retrospectiva 2018 e Feliz 2019!

Pra mim, fim de ano é sinônimo de reflexão sobre tudo o que aconteceu e tudo que eu desejo para o novo ano. 2018 foi um ano de muitas mudanças e muitos desafios, em que eu aprendi o verdadeiro significado de resiliência, de continuar em frente, trabalhando para superar dificuldades e abrir as  portas fechadas. Para a minha alegria, pude contar com pessoas muito especiais ao meu lado, que tornaram meu ano muito mais feliz e apoiaram-me em todos os desafios. Além disso, também tive um ano cheio de novos destinos, experiências e aprendizagem! Vem comigo nessa retrospectiva 2018!

Janeiro/2018

Comecei 2018 passando a virada do ano em Berlim. Nunca tive muita vontade de conhecer a Alemanha, mas preciso admitir que Berlim me surpreendeu e só me deixou com vontade de voltar a visitar outras cidades alemãs!

Fevereiro/2018

Fevereiro foi o mês de viajar a trabalho, mas cada segundo livre foi muito bem aproveitado para conhecer um pouco dessas cidades lindas! Meu destino final era Dubai, mas fiz uma escala de aproximadamente 20h em Istambul, o que me deu algum tempo para conhecer os principais pontos da cidade, experimentar muuuuita comida local e me deixar louquinha para voltar à Turquia (especialmente para conhecer a Capadócia)!

Março/2018

Março foi o mês de ir ao Brasil matar aquela saudade da família e dos amigos e, no caminho, fiz uma escala em Madri e curti um pouco da cidade, que já tinha visitado no ano anterior.

Abril/2018

Abril foi o mês de receber a visita de uma amiga de infância e passear com ela por Portugal. Fomos à Lisboa, Cascais, Porto, Espinho, Aveiro, Ovar e outras cidades pequeninas e encantadoras de Portugal.

Maio/2018

Pela primeira vez, viajei sozinha à lazer e foi uma experiência incrível! Parti com o objetivo de me conectar comigo mesma, refletir e repensar algumas decisões importantes. Voltei me sentindo feliz, forte, determinada e com as energias renovadas. Visitei novamente minha amada Barcelona, e aproveitei para conhecer Valência e Andorra, dois lugares que ganharam o meu coração!

Junho/2018

Junho não foi mês de viagens, porque estive ocupadíssima distribuindo risadas e fazendo a festa com os meus amigos! Teve Copa do Mundo, teve Festa de São João e teve Rock in Rio em Lisboa: querem desculpas melhores para reunir os amigos e se divertir muito?

Julho/2018

O verão chegou na Europa, e para onde fomos? Para as lindíssimas praias do sul de Portugal: o Algarve! Fiquei perdidamente apaixonada pelas paisagens e já estou ansiosa pelo próximo verão!

Agosto/2018

No mês que os turistas empilham-se pelas cidades e praias, escapei para o interior e visitei o Parque Nacional Peneda-Gerês, dividido entre Portugal e Espanha. Visitei cascatas lindíssimas e curti muito as belezas naturais da região. Além disso, também fiz uma “viagem no tempo” e fui a uma incrível festa na era medieval, em Santa Maria da Feira, e visitei a colorida cidade de Águeda.

Setembro/2018

Setembro foi um mês super especial! Comecei o mês visitando Óbidos, Nazaré e a incrível ilha da Berlenga Grande, na região central de Portugal.

Na segunda metade de setembro, recebi a visita da minha irmã e meu cunhado e fizemos uma viagem incrível, passando por várias cidades na Polônia, sul da Alemanha, nordeste de Suíça, Liechtenstein e Áustria!

Outubro e Novembro/2018

Outubro e novembro foram meses de muito trabalho, importantíssimos para pensar nos novos projetos para 2019!

Dezembro/2018

Encerrei o ano com chave de ouro, fazendo um passeio de enoturismo pelo Vale do Douro, em Portugal, a convite da Lab Portugal Tours. Foi um passeio lindíssimo e vocês podem ver mais detalhes aqui!

E, é claro que, o meu amado Porto não pode faltar nessa retrospectiva, já que é o meu lar doce lar, de janeiro a dezembro!

2018 foi um ano de muitos desafios, mas também de muitas realizações. Cada um de vocês foi muito importante para tornar este ano tão especial e feliz! Muito obrigada por viajarem comigo! Feliz 2019, que todos os dias sejam de muita alegria, saúde, amor, paz e realizações! Beijão ❤

Enoturismo no Vale do Douro

Para quem visita o Porto e quer aproveitar uma dia explorando as incríveis paisagens do Vale do Douro, deixo aqui a minha recomendação do serviço da Lab Portugal Tours! 🤩

Partimos rumo ao belo Vale do Rio Douro pela manhã e retornamos ao Porto ao fim do dia, tempo suficiente para conhecer o vale, fazer passeio de barco pelo rio, visitar vilarejos e uma vinícola, além de ver paisagens apaixonantes. Para todos os lados, vimos plantações e mais plantações de uvas, para a produção do Vinho do Porto. As parreiras enfileiradas em “terraços” nas encostas das colinas, à beira do rio, formam uma paisagem lindíssima. O Alto Douro Vinhateiro consta na lista da UNESCO como Patrimônio da Humanidade, o que ajuda na conservação da paisagem, já que a construção de novos terraços ou hotéis, por exemplo, é controlada.

O Miguel, nosso guia particular, foi super atencioso e iniciou o tour contando a história do Vinho do Porto e do Alto Douro, bem como contos sobre personagens como a Dona Antonia e o Barão de Forrester e lendas da região.

Nossa primeira parada foi na pitoresca e charmosa vila de Provesende.

Em seguida, dirigimos pelo vale, em uma estrada fora da rota comum em passeios turísticos na região e apreciamos vistas incríveis! Esta é, sem dúvidas, uma das grandes vantagens do tour privado, já que o roteiro foi personalizado aos nossos interesses e preferências.

Em Pinhão, conhecemos a estação de trem (= comboio), decorada com lindos azulejos com imagens relacionadas à região. 

Lá, também almoçamos em um delicioso restaurante de comida típica portuguesa e fizemos um passeio de barco pelo Rio Douro, com direito à degustação de uma taça de vinho do tipo Tawny.

Visitamos também a Quinta do Panascal, onde o Vinho do Porto de marca Fonseca é produzido. Conhecemos as instalações e aprendemos sobre o processo produtivo, além de degustarmos três tipos de vinho do Porto e apreciarmos a bela paisagem. 

O Vinho do Porto apresenta características únicas, devido ao seu processo produtivo distinto de outros vinhos tradicionais. Este vinho é mais adocicado e encorpado que outros e seu teor alcoólico é elevado. Isto ocorre porque a fermentação é interrompida poucos dias após o início do processo, fazendo com que o açúcar da fruta seja mantido, ao invés de ser transformado em álcool. Assim, não é adicionado açúcar extra ao vinho, mas sim aguardente vínica, até atingir-se um teor alcoólico de aproximadamente 20%. Que tal?

Há quatro qualidades do vinho do Porto: Ruby, Tawny, Rosé e Branco. O Ruby e o Tawny diferenciam-se pelo modo de envelhecimento. O primeiro envelhece em balseiros, uma espécie de pipa gigante, assim o vinho tem menos contato com a madeira e com o oxigênio, mantendo o aroma frutado e a sua cor escura e, por isso, é chamado de Ruby. Já o Tawny, é armazenado e envelhecido por mais tempo em pipas menores, portanto, o contato com a madeira e com o oxigênio é muito mais intenso, o que acaba por clarear o vinho e dar-lhe um aroma amadeirado, lembrando frutos secos. Dentro de cada um destes tipos há, ainda, subcategorias de diferentes qualidades.

Uma curiosidade é que, apesar de ser conhecido como Vinho do Porto, na verdade nenhuma etapa da mágica da produção acontece na cidade do Porto! As vinhas e vinícolas, onde ocorre o início do processo, estão localizadas no Vale do Douro. Já as caves, onde os vinhos são armazenados e amadurecidos, situam-se em Vila Nova de Gaia: cidade que divide as margens do Douro com a cidade do Porto! Como Porto é também o nome do distrito (equivalente ao “estado”, no Brasil) e Gaia não era muito conhecida, decidiu-se comercializar o vinho com este nome. Portanto, foi estritamente uma estratégia de marketing, e não por ligação direta com a cidade do Porto!

Em Vila Nova de Gaia, às margens do Douro, situam-se diversas caves, de diferentes empresas. Assim, é possível também participar de uma visita guiada em uma delas, para completar a sua experiência de enoturismo e degustar diferentes qualidades do Vinho do Porto. O custo desta visita varia de acordo com a cave e com a opção escolhida.

Antigamente, as pipas de vinho viajavam pelo Rio Douro desde o Alto Douro até Gaia por barcos rabelos, levando cerca de 4 dias para descer e 1 mês e meio para retornar às quintas. Anos mais tarde, o transporte passou a ser feito por ferrovias, e as principais quintas dispunham de uma estação própria, muitas delas agora inativas. Atualmente, o transporte é feito exclusivamente por caminhões-pipa, e os barcos rabelos são mantidos às margens do Douro, em Gaia e no Porto, para promover passeios turísticos. O custo do passeio varia, pois pode ser comprado individualmente, em um pacote com a visita em uma das caves ou com passeio em ônibus turístico, clique aqui e veja as opções disponíveis.

Encerramos o passeio com uma vista incrível do alto do miradouro de São Leonardo da Galafura. Uma verdadeira obra de arte da natureza!

Quero registrar aqui o meu super agradecimento ao Miguel, nosso guia particular da Lab Portugal Tours, que foi muito atencioso e nos mostrou lugares deslumbrantes! A proposta de fugir um pouco da rota comum e fazer um passeio mais personalizado tornou o dia no Douro ainda mais especial! 

** Este artigo foi escrito a partir de um passeio a convite da Lab Portugal Tours.  Este site parceiro não manipula a minha opinião sobre a experiência que relatei neste post ou sobre o serviço oferecido. Recomendo apenas o que uso e confio, para ajudar no planejamento e organização da sua viagem! **

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O que fazer em Aveiro, a Veneza Portuguesa!

O meu primeiro passeio pelo interior de Portugal foi na bela cidade de Aveiro, a cerca de 75km do Porto. A cidade é a capital do distrito (=estado, em Portugal), e tem aproximadamente 80 mil habitantes. Recomendo muito o passeio para um bate-e-volta a partir do Porto, se tiveres mais do que 3 dias na região.

Como chegar

A partir do Porto, Aveiro é facilmente acessível de trem (PT comboio) ou de carro, que te permite liberdade para explorar bem a região!

Se pensares em alugar um carro para aproveitar a tua viagem com maior liberdade, acessa Rent Cars e compara os melhores preços em mais de 100 locadoras de veículos!

Onde ficar em Aveiro

Compara centenas de opções de acomodação em Aveiro ou no Porto, pelo Airbnb (com direito à descontão na tua primeira reserva) ou no Booking.com.

Seguro Viagem

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Roteiro de 1 dia em Aveiro

A visita aos pontos turísticos já começa na própria estação de trens (PT comboios), que apesar de ter sido ampliada e modernizada, ainda conserva uma parte da pequena estação original, com os típicos azulejos azuis portugueses.

A cidade é conhecida como a “Veneza portuguesa“, devido aos canais formados pela Ria de Aveiro, a foz do rio Vouga. Por ali, são oferecidos passeios turísticos em barquinhos moliceiros, que antigamente eram usados para colher algas, também chamadas de “moliço”, para uso na agricultura. É a “gôndola” da Veneza Portuguesa! 😀

Vale a pena perder-se pela cidade, passear ao longo da Ria, e visitar a Ponte Laços da Amizade, pertinho do Shopping Forum de Aveiro. Ah, e não deixes de parar em uma das diversas padarias (PT pastelarias) para experimentar os famosos Ovos Moles de Aveiro, um típico doce à base de ovos e açúcar.

Outra parada obrigatória em Aveiro é o Parque Infante Dom Pedro – Parque da Cidade!

De lá, siga para a região da Costa Nova, que fica entre a Ria de Aveiro e o mar: impossível não apaixonar-se! A cidadezinha é encantadora, com chalés lindinhos, pintados com listras coloridas, mais conhecidos como “palheiros“. Eles foram construídos com a finalidade de serem armazéns ligados à pesca, mas atualmente são usados como casas de verão, atração turística ou restaurantes e cafés. 

A Praia da Costa Nova é simples, comparada a tantas outras linda praias portuguesas, mas é a alegria de todos que visitam ou vivem na região!

Além dos ovos moles, Aveiro também é famosa por outro doce tradicional: as Tripas de Aveiro, uma espécie de crepe, com a massa ligeiramente crua. Na verdade, é feito com a mesma massa da bolacha americana, a diferença é justamente o “ponto”, já que a bolacha tem que ser prensada por muito mais tempo para ficar crocante e bem assada. O recheio pode variar entre a opção mais tradicional, com o doce de ovos, até os mais diversos tipos de chocolate e outras doçuras! Apesar de o nome ser esquisito, não precisas torcer o nariz ou ter medo de experimentar, porque são mesmo uma delícia!

Gostaria de conhecer essa bela cidade de Portugal? Me conta aqui! E não deixa de ler também os artigos sobre outras regiões e atrações imperdíveis em Portugal.

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Mini-Europe: uma ótima ideia sobre o que fazer em Bruxelas

A Mini-Europe é uma interessante atração em Bruxelas (pertinho do icônico Atomium), com uma vasta exposição de miniaturas de construções e monumentos de diversas cidades europeias.

O parque Mini-Europe é um encanto! O ingresso custa em torno de € 15,50/pessoa, mas foi recompensado! Para conferir horários de acesso e preços atualizados, clique aqui e visite o site oficial.

Enquanto visita o parque, passeia-se por Paris, Bruxelas, Berlim, Sevilha, Londres, Atenas e muitas outras belas cidades! Prontos para esta mini-eurotrip?

  • Sevilha – Espanha: famosa pelas touradas, que aconteciam na Plaza de Toros, construída em 1760.
Mini-Europe Bruxelas
  • Escorial – Espanha: construído por Philippe II para comemorar a vitória sobre as tropas francesas, em 1557, e reunia as funções de monastério, basílica, convento, escola, biblioteca, entre outras. Lá ainda estão enterrados 26 reis e rainhas, além de armazenados 7.500 relíquias e 35.000 livros.
  • Santiago de Compostela – Espanha: a catedral foi construída no local onde foram encontrados os restos mortais do apóstolo Santiago, e é um dos lugares sagrados para os cristãos.
  • Algarve – Portugal: famosa e bela região ao sul de Portugal.
Mini-Europe Bruxelas
  • Lisboa – Portugal: Torre de Belem, construída no início do século 16 para proteger o porto.
  • Londres – Reino Unido: Westminster Palace possui mais de 3 km de corredores, em seus 286 metros de largura.
  • Longleat – Reino Unido: construída entre 1570 e 1580, impressiona pela simetria de sua arquitetura.
  • Cashel, Glendalogh and Ballydavid – Irlanda: pedra de St. Patrick, igreja de St. Kevin, Torre do sino, Gallarus Oratory
  • Bruxelas – Bélgica: Grand Place, praça onde situava-se o comércio local, e reúne belos prédios e o City Hall.
  • Bruges – Bélgica: o Belfry (campanário) e o comércio estão centralizados na Tanners’ square, a praça principal da cidade.
  • Celles – Bélgica: Veves Castle, da Idade Média.
  • Maastricht – Holanda: Town Hall, de meados do século 17, na cidade mais antiga e ao sul da Holanda.
  • Amsterdam – Holanda: com uma série de anéis de canais e mais de 1200 pontes, a cidade era um promissor centro comercial no século 17.
  • Alkmaar – Holanda:
  • Copenhagen – Dinamarca: Nyhavn, com suas casas coloridas, foi um importante porto comercial nos séculos XVII e XVIII. Atualmente reduziu-se a um ponto turístico.
  • Mnajdra – Malta: templo criado 3.400 anos a.C., considerado um dos mais antigos no mundo, porém não se sabe muito sobre a civilização que construiu-o pois “desapareceram” em torno de 2.500 a.C.
  • Chenonceaux – France: o castelo do século XVI foi construído sobre o Rio Cher.
  • Paris – França: Arco do Triunfo, no centro da praça Charles de Gaulle, finalizado em 1835 para glorificar o Império Napoleônico. Ao fundo, vê-se também a mini Torre Eiffel.
  • Pisa – Itália: a Piazza del Duomo é a principal atração de Pisa, onde situa-se a Campanile, a famosa torre inclinada desde a sua construção. Próximos à torre também estão a catedral, construída entre os séculos XI e XIII, e o batistério.
  • Veneza – Itália: o Palazzo Ducale, construído entre os séculos XIV e XV, serviu de residência do Duque, corte e governo até 1797.
  • Zagreb – Croácia: igreja de São Marcos, construída no século XIII.
  • Bonn – Alemanha: a  casa em rosa representa a casa onde Bethoven nasceu, em 1770.
  • Trier – Alemanha: Porta Nigra é um monumento do Império Romano, construído em 180d.C.
  • Praga – República Tcheca: o relógio no Old Town Hall, de 1410, indica o horário local, o Sumerian (dividido em 12 partes entre o nascer e o pôr do sol), o Italiano (de 0 a 23), a posição astronômica da Terra e dos planetas, e o calendário.
  • Budapeste – Hungria: as piscinas Széchenyi, no parque Városliget, foram construídas a partir de 1913.
  • Gdansk – Polônia: Artus Court era o centro comercial da região, no século XV.
  • Monasterio de Rila – Bulgária: construído no local onde era a casa de Jean de Rila, quem teve grande influência espiritual para esta nação.
  • Olavinlinna Castle – Finlândia: construído em 1475, era usado como fronteira de defesa contra a Rússia.
  • Estocolmo – Suécia: prefeitura de Estocolmo, inaugurada em 1923.
  • Atenas – Grécia: a acrópole, situada no ponto mais alto de Atenas, foi construída no século 5 a.C, em homenagem aos 12 deuses gregos. O Pártenon foi dedicado especialmente à deusa Atena.

Enfim… são muitas atrações! Não fotografei várias miniaturas,  então faltaram alguns países, como Estônia, Latvia, Lituânia, Eslováquia, Romênia, Eslovênia e Chipre.

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Auschwitz e Birkenau

Escrever sobre Auschwitz e Birkenau não é fácil, assim como visitá-los também não foi. Mas é importante falar sobre isso, para que as atrocidades cometidas nunca sejam esquecidas e, assim, não corramos o risco de repeti-las.

Auschwitz I foi fundado na metade de 1940, devido à superlotação das prisões com o crescente número de prisioneiros polacos, e foi ampliado nos anos seguintes. No fim de 1941, os alemães construíram o seu maior campo: Auschwitz II-Birkenau, que tornou-se o maior campo de extermínio em massa de judeus. Auschwitz II-Birkenau chegou a abrigar 90 mil prisioneiros em 1944. Auschwitz III – Monowitz, surgiu em 1942 como um subcampo, em Monowice, sob administração de Auschwitz, mas posteriormente foi considerado independente. Além destes três maiores, entre 1942 e 1944, surgiram outros 47 subcampos menores, também sob comando de Auschwitz.

Inicialmente, Auschwitz concentrava apenas prisioneiros polacos, mas com o avançar da guerra, também foram para lá enviadas pessoas de outros países ocupados pelos alemães, ciganos e prisioneiros de guerra soviéticos. Já na chegada, as pessoas eram selecionadas, e todos aqueles considerados inaptos para o trabalho (pessoas doentes, idosos, mulheres grávidas e crianças) eram enviados diretamente para as câmaras de gás e nem sequer eram marcadas nos registros do campo.

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Seleção em Auschwitz II-Birkenau (AUSCHWITZ-BIRKENAU – história e presente, 2010, p. 11)

“Dentre um mínimo de 1,3 milhões de todas as pessoas deportadas para o campo KL Auschwitz, foram registradas e direcionadas ao campo cerca de 400 mil pessoas: cerca de 200 mil Judeus, 150 mil Polacos, 23 mil Ciganos, 15 mil prisioneiros de guerra soviéticos e 25 mil prisioneiros de outras nacionalidades. Mais de 50% dessas pessoas morreram em conseqüência da fome, trabalhos forçados, grande terror, execuções e também por resultado das péssimas condições de vida, doenças e epidemias, castigos, torturas e criminosos experimentos médicos.” (AUSCHWITZ-BIRKENAU – história e presente, 2010, p. 8)

Vítimas Auschwitz
Vítimas de Auschwitz (AUSCHWITZ-BIRKENAU – história e presente, 2010, p. 12)

Entre as outras vítimas estão algumas centenas, ou até milhares, de priosineiros checos, bielorussos, fraceses, russos, alemães, austríacos, eslovacos e ucranianos.

Os campos de concentração e de extermínio de Auschwitz e Birkenau estão localizados em Oświęcim, a aproximadamente 1h e 30min de Cracóvia, e pode-se chegar lá por transporte público ou em grupo. O acesso ao museu e aos campos é gratuito, mas é preciso aguardar em uma fila para emissão de um ticket nominal para o visitante (deve-se apresentar documento de identificação). O museu, que ocupa os blocos de Auschwitz-I, está aberto diariamente, a partir das 8h, e encerra a diferentes horários em cada época do ano (variando entre 15h, no inverno, e 19h, no verão). A duração da visita varia de acordo com o tempo dedicado a cada sessão do museu, mas eu recomendo no mínimo 3h e 30min para Auschwitz I e mais 1h a 1h e 30min para Auschwitz II-Birkenau.

O campo, como um todo, é um museu e memorial. Cada bloco é dedicado a um tema, onde alguns relatam cada parte desta triste história, outros relembram as vítimas e suas nacionalidades, outros reúnem as evidências encontradas ou relembram as péssimas condições de vida dos prisioneiros.

Auschwitz I
Foto aérea contemporânea dos terrenos do antigo campo Auschwitz I, tirada por Wojciech Gorgolewski (AUSCHWITZ-BIRKENAU – história e presente, 2010, p. 14)
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As fotos, os relatos e os artigos expostos são chocantes.  Centenas de fotos e descrições pessoais de prisioneiros em ambos os lados de um corredor. Toneladas de cabelo feminino, que seria vendida como matéria-prima para a produção de tecido. Incontáveis malas, roupas, calçados e objetos pessoais, de pessoas que não imaginavam que estavam embarcando no que, muito provavelmente, seria a última viagem de suas vidas. Centenas de latas vazias de Zyklon B, o veneno usado nas câmaras de gás. A cela nº 27, onde o gás foi testado pela primeira vez. A parede onde tantos foram fuzilados. A câmara de gás e o crematório.

Após a visita ao museu, fomos a Auschwitz II-Birkenau, que é muito maior, com centenas de barracas, muitas delas destruídas pelos próprios alemães no final de 1944, na tentativa de apagar as provas dos seus crimes. Com a aproximação do exército soviético, os nazistas destruíram câmaras de gás, documentos e objetos, e evacuaram a pé todos os prisioneiros que ainda tinham condições de andar e enfrentar o rigoroso inverno polonês, em janeiro de 1945.

Auschwitz II-Birkenau
Foto aérea contemporânea dos terrenos do antigo campo Auschwitz II-Birkenau, tirada por Wojciech Gorgolewski (AUSCHWITZ-BIRKENAU – história e presente, 2010, p. 15)
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Em Birkenau, podemos ver uma réplica de como eram internamente as barracas de alojamento e de latrinas. O que não se consegue sequer imaginar é como era a vida dos prisioneiros e como chegamos a tal atrocidade. Em 27 de janeiro de 1945, o Exército Vermelho finalmente chegou a Auschwitz e libertou os cerca de 7 mil prisioneiros que ainda lá estavam.

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Após a libertação, o campo tornou-se um memorial por iniciativa de um grupo de ex-prisioneiros. Atualmente, é mantido pela Polônia, com o apoio financeiro da Alemanha e de outros países, diversas instituições, fundações, pessoas particulares e projetos sociais. Para saber mais, acesse o material oficial do museu, gratuito e super detalhado, aqui.

“Those who do not remember the past are condemned to repeat it.” George Santayana

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Viagem Medieval

Anualmente, nas primeiras semanas de agosto, os visitantes de Santa Maria da Feira, em Portugal, são convidados a uma viagem medieval. São muitos os artistas caracterizados de personagens da Idade Média, os espetáculos de música, teatro e dança, e as opções de comidas e bebidas. É uma verdadeira festa para crianças e adultos!

 

 

Em 2018, eu tive a oportunidade de regressar ao século XIV e assistir ao teatro que representou o drama do amor proibido entre o Infante D. Pedro e Inês de Castro, que era dama de companhia da sua esposa, D. Constança Manuel. Segundo a lenda, os apaixonados encontravam-se secretamente na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, até que D. Constança Manuel faleceu, em 1345, e ambos puderam viver juntos. Porém, a vida não ficou mais fácil… O Rei D. Afonso IV, pai do Infante D. Pedro, bem como a corte e o povo, não ficaram felizes com esta união e com o impacto que isto teria sobre o reino de Portugal, já que Inês era de origem castelhana. Com a crescente pressão por parte da corte, que reprovava fortemente esta união, em 1355, o Rei mandou assassinar Inês de Castro. A dor e o ódio levaram D. Pedro a iniciar uma revolução contra o pai, a qual foi interrompida pelas súplicas de sua mãe, a Rainha Beatriz de Castela.

Em 1357, após assumir o trono do reino, D. Pedro finalmente conseguiu a vingança que desejava e mandou matar cruelmente os assassinos de Inês. Anos mais tarde, o Rei D. Pedro ordenou o reconhecimento de Inês de Castro como Rainha póstuma, afirmando que haviam se casado em segredo, e transferiu o corpo da amada para o Mosteiro Real de Alcobaça, onde os dois finalmente puderam ficar juntos pela eternidade.

 

 

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Além do espetáculo principal, a feira tem um extenso programa cultural, com belas apresentações e uma estrutura incrível. Além do castelo e do mosteiro originais, em 2018, foram “reconstruídos” o povoado, o arraial das ordens, o arraial militar, os banhos de São Jorge, o albergue do cavaleiro, a estribaria, a granja dos animais, as diversas feiras e muito mais!

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Em 2018, o preço do ingresso esteve entre € 2.50 e € 4.50 por pessoa pelo bilhete diário, variando de acordo com o dia da semana, ou € 6 a € 8 por pessoa pela pulseira de acesso livre, de acordo com a antecedência da compra. A feira está aberta a partir das 10h até, pelo menos, a meia-noite! Além disso, oferece um Roteiro Acessível ao público com deficiência auditiva, visual e motora. Para mais informações e atualização sobre as próximas edições, acesse o site oficial.

 

 

Esta é uma das muitas coisas incríveis que Portugal tem a oferecer, entre tantos lugares, oportunidades e qualidade de vida!

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A magia do Cirque du Soleil

Uma das razões que me fez adicionar Barcelona no roteiro da viagem que fiz em maio, apesar de já ter visitado a cidade anteriormente, foi a vontade de assistir ao Cirque du Soleil. Eu já havia assistido a um espetáculo deste famoso circo em 2008, em Miami, e desde então ansiava por ir novamente, porque é simplesmente fantástico!

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O Cirque du Soleil surgiu na década de 80, no Canadá, como uma reinvenção da arte circense, sendo baseado em performances, música e fantasias, com espetáculos recheados de criatividade e sem animais. O Cirque tem diversos espetáculos, sendo alguns fixos e outros itinerantes, que viajam o mundo impressionando os espectadores com as habilidades dos seus talentosos artistas, oriundos dos quatro cantos do planeta.

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Eu assisti ao show Totem que representa a evolução da humanidade. Entre os incríveis números do show, havia a leve e bela dança de um casal de trapezistas, os malabarismos com tigelas enquanto as artistas equilibravam-se em uniciclos, as fantásticas acrobacias, os agoniantes e velozes giros sobre patins, a dança com arcos e a incrível exibição de força nos anéis e barras, além da graciosidade dos palhaços.

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Há bilhetes entre € 37 e € 165, que oferecem diferentes visões do palco. Como eu queria aproveitar muito essa experiência, eu decidi pegar um lugar na primeira fila, entre a lateral e o centro. Neste caso, paguei € 78 e achei o lugar excelente, com uma vista incrível! Para saber mais sobre este e outros espetáculos do Cirque du Soleil, acesse o site oficial, clicando aqui.

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Viena das artes

Com tanta arte e cultura disponíveis em Viena, eu não podia perder a oportunidade de assistir a um concerto. Foi uma experiência totalmente diferente de tudo que eu já havia vivenciado anteriormente e, portanto, eu adorei!

Apesar de a Vienna State Opera House ser a mais famosa e bela de Viena, eu fui à Haus der Musik, que cabia melhor no meu bolso. Paguei € 35 por um lugar na categoria A, mas havia outras opções de assentos e preços, mais altos ou baixos. O auditório era super pequeno e informal, muito diferente da minha expectativa, mas valeu pela experiência de assistir à apresentação, que era o objetivo principal.

Concerto em Viena

Além das apresentações musicais, por um grupo formado por violinistas, violoncelistas e um pianista, o espetáculo “Imperial Classic Orchestra” ainda foi complementado pelo belo canto de duas sopranos e dois tenores e pela graciosa dança de uma bailarina.

 

Foram tocadas melodias de Mozart, Strauss, Haydn e Vivaldi. Antes de cada peça, um dos músicos fazia uma breve introdução, cheia de humor, do que seria apresentado a seguir.

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