Happy New Year!

E com o fim do ano vem uma reflexão extra, em adição ao agradecimento diário pela saúde, paz e amor que Deus tem abençoado a mim e a todos os meus amados. Traz um pensamento profundo sobre nossas vidas e tudo que aconteceu ao longo do ano, e neste ano tive muito a refletir a respeito.

Quero agradecer a Deus não só por 2015, mas também por 2014 (antes tarde do que nunca). Costumava pensar em 2014 como um ano de sentimentos ruins e desagradáveis: estresse, cansaço, ansiedade. De fato, me estressei com a pressão do TCC, me cansei da rotina que tinha e estava extremamente ansiosa por algumas mudanças em minha vida. Mas também foi um ano muito importante: foram estes sentimentos que levaram às realizações de 2015. Apesar de todo estresse, consegui fechar a etapa da graduação da forma como eu sonhava. Foi o cansaço da rotina que me fez tomar a decisão de fazer uma pausa na minha carreira para aprender mais aqui fora. Não foi só o inglês que me trouxe aqui, mas a vontade de viver tudo mais que esta experiência envolve. A ansiedade que senti por meses me preparou para esta experiência, afinal tive tempo pra pesquisar, assistir milhares de vídeos e ler uma incontável quantidade de posts em blogs.

2015 foi incrível, com sua riqueza de emoções e momentos inesquecíveis. Muito obrigada Deus, por nos emprestar seus anjos, que são nossas famílias e amigos, e por guiar e abençoar nossas escolhas e nosso caminho.

Não posso dizer que não sinto saudades da família, dos amigos e às vezes até daquela rotina. Este é, definitivamente, a parte mais difícil, o pior “contra” entre todos os “prós”. Há algumas semanas eu li um texto, escrito por Ruth Manus, que não poderia descrever melhor o mix de sentimentos que temos em nosso peito, então preciso citá-lo aqui: “É o peito eternamente divido. É chorar porque queria estar lá, sem deixar de querer estar aqui. É ver o céu e o inferno na partida, o pesadelo e o sonho na permanência. É se orgulhar da escolha que te ofereceu mil tesouros e se odiar pela mesma escolha que te subtraiu outras mil pedras preciosas.”.

Mas, com absoluta certeza, não me arrependo dessa escolha, que não foi (e ainda não é) fácil. Pensar no quanto já aprendi aqui e o quanto gosto da minha nova vida ajuda a aliviar a dor da saudade. Aprendi a levar a vida de uma forma muuuuito mais leve, a viver com menos (e mais, ao mesmo tempo): menos estresse, menos pressa, mais tempo livre, mais recordações.

Ainda tenho muito a aprender, mas, citando Ruth Manus novamente, “Será que a gente aprende? A ser filho de longe, a amar via Skype, a ver crianças crescerem por vídeos, a fingir que a mesa do bar pode ser substituída pelo grupo do whatsapp, a ser amigo através de caracteres e não de abraços, a rir alto com HAHAHAHA, a engolir o choro e tocar em frente?”. Sinceramente? Não sei se um dia aprendemos a lidar com todos estes sentimentos mas, enquanto isso, permaneço por aqui, tentando descobrir.

Que 2016 seja ainda melhor que 2015! Feliz ano novo!

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And with the end of the year comes an extra thought, in addition to the daily thanks for the health, peace and love that God has blessed me and my beloved ones with. It brings a deep thought about our lives and everything that happened throughout the year, and this year I had a lot to think about.

I want to thank God not just for 2015, but also for 2014 (better late, than never). I used to think of 2014 as a year of bad and unpleasant feelings: stress, tiredness, anxiety. In fact, I was stressed with all the pressure of my monograph, I got tired of the routine I had and I was extremely anxious and looking forward to some changes in my life. But it also was a very important year: all these feelings brought me the accomplishments of 2015.  In spite of all the stress, I finished my bachelor degree the way I dreamt. It was the tiredness of my routine that made me decide to pause my career to learn more here. It wasn’t only the English that brought me here, but also the will to live everything else that this experience involves. The anxiety I felt for months prepared me for this experience, as I had time to search, to watch a thousand videos and to read an uncountable quantity of posts in blogs.

2015 was amazing, rich in emotions and unforgettable moments. Thanks God, for lending us your angels, who became our family and friends, and for guiding us and blessing our choices and our path.

I can’t say I don’t miss my family, my friends and sometimes even that routine. This is definitely the hardest part, the worst “con” among all the “pros”. Some weeks ago I read a text, written by Ruth Manus, that couldn’t better describe the mix of feelings we have in our chest, so I have to quote it here: “It’s the eternally divided chest. It’s crying because we wanted to be there, while wanting to be here. It’s seeing heaven and hell in the departure, the nightmare and the dream in the stay. It’s being proud of the choice that offered you a thousand of treasures and hating yourself for the same choice that took another thousand of treasures from you.”.

But I’m absolutely sure I don’t regret this choice, which wasn’t (and still isn’t) easy. Thinking of how much I’ve already learnt here and how much I like my new life helps to ease the pain of being away. I’ve learnt how to take it easy, how to live with less (and more, at the same time): less stress, less haste, more free time, more memories.

I still have a lot to learn. But, quoting Ruth Manus again: “Will we ever learn? How to be a son/daughter in the distance, how to love via Skype, how to watch children growing up through videos, how to pretend that the bar table can be replaced by the Whatsapp group, how to be a friend through letters instead of hugs, how to laugh loudly with HAHAHAHA, how to hold the tears and move on?”. Honestly? I don’t know if we can ever learn how to deal with all these feelings but, in the meanwhile, I’ll remain here, trying to figure it out…

May 2016 be even better than 2015! Happy New Year!

Roteiro – Bruxelas, Bruges e Amsterdã

Depois de alguns meses em Dublin, minha primeira viagem pela Europa foi de 5 dias conhecendo 3 cidades na Bélgica e na Holanda.

Meu lugar preferido foi Amsterdã, por ser uma cidade bonita e cheia de atrações. Bruges também é adorável, mas em apenas algumas horas já tínhamos conhecido a cidade inteira, pois é bem pequena (mas também foi ótimo deitar num parque e lagartear por lá)! Bruxelas também foi legal de conhecer, mas no primeiro dia nos perdemos e caminhamos demais, o que foi um pouco estressante ao invés de divertido ou relaxante, e no outro dia eu estava gripada e acabamos não saindo à noite para tomar uma das famosas cervejas belgas.

Eu passei semanas pesquisando e planejando nosso roteiro, comprando ingressos para economizar tempo e dinheiro, salvando mapas que seriam úteis e alimentando a ansiedade! Assim chegamos ao seguinte roteiro:

DIA 1: Dublin → Bruxelas → Bruges

  • Voo: Partimos de Dublin às 7:45 (os exagerados chegaram no aeroporto com 2h de antecedência, o que descobrimos ser tempo demais e desnecessário, e o nosso voo ainda atrasou 45 minutos). Chegamos em Bruxelas às 10:15 (aproximadamente 1h e 30 voando + 1h de alteração de fuso horário). Pegamos um táxi do aeroporto para o centro, porque nosso primeiro passeio começava às 11h e nós não sabíamos como funcionava o transporte público, nem tínhamos tempo para descobrir (mas pagamos o rim pelo táxi, então não recomendo).
  • Passeio a pé gratuito – Bruxelas: Depois deste passeio, que foi super interessante, estávamos famintos, porque tomamos café da manhã às 4:30 e ainda não havíamos tido tempo de procurar alguma coisa pra comer. Depois de caminharmos um bocado e nos perdermos pelas ruelas de Bruxelas, acabamos encontrando o nosso bom e velho Mc Donald’s. De lá caminhamos 1h e 20 min até o próximo passeio (tudo para economizar ônibus, já que tínhamos pago um olho pelo táxi e não queríamos perder o outro olho também).
  • Mini-Europe: Depois de ter atravessado a cidade caminhando, a gente encontra uma estação de trem (Heysel Station) bem na frente do parque… Mas voltamos caminhando também, sem pressa, para conhecer um parque que havíamos passado no caminho.
  • Trem para Bruges: Da Mini-Europe fomos direto para a estação Brussel Noord, pegar o trem para Bruges, onde passamos nossa primeira noite. Demoramos um pouco para nos entendermos com os horários dos trens, mas um senhor de boa alma nos mostrou onde precisávamos olhar a informação correta. Na Bélgica há dois idiomas oficiais: francês e dutch, e nenhuma placa estava em inglês. Isso dificultou um pouco nossa vida, mas até que conseguimos nos virar bem, já que o francês, assim como o português, é originário do latim, enquanto o dutch é muito similar ao alemão, que tem alguma coisa parecida com o inglês.
  • Snuffel Hostel Brugge: ficamos hospedados em um hostel, em quarto privado. Gostamos bastante da experiência, especialmente considerando o preço. O banheiro era compartilhado, mas não foi um problema porque estava vazio nas vezes em que fomos e o chuveiro era em um banheiro individual, totalmente isolado. Também havia a opção de quarto com banheiro privado, mas achamos que não valia a pena a diferença de preço, e não nos arrependemos da nossa escolha. O café da manhã era simples, mas não era ruim.

DIA 2: Bruges

  • Dia em Bruges: Conforme detalhado no post sobre Bruges (link está acima), neste dia visitamos o Belfort Tower, Koningin Astrid Park, Minnewater Lake (Het Minnewater), Beguinage (Begijnhof) e perambulamos pela cidade. Estava incluso nos planos visitar o Burg, centro administrativo de Bruges, mas acabamos desistindo porque imaginamos que não seria interessante. Também queríamos ter visto a Basilica of the Holy Blood, mas não encontramos e acabamos visitando outra igreja que também era muito bonita (depois eu olhei o mapa e me dei conta de que era exatamente em frente ao Burg).
  • Trem para Bruxelas: ao fim da tarde pegamos o trem de volta para Bruxelas e nos dirigimos direto para o hotel, já que estávamos cansados e eu estava gripada.
  • Albert Hotel: o hotel era super simples, sem café da manhã, mas foi ótimo pela localização, já que ficava a 15 minutos caminhando da estação de trem Brussels-Noord, onde chegamos vindos de Bruges e onde pegamos o ônibus para Amsterdã no dia seguinte.

DIA 3: Bruxelas → Amsterdã

  • Ônibus para Amsterdã (Eurolines): partimos de Bruxelas às 11:45 e chegamos em Amsterdã às 15h. No caminho o ônibus parou em Rotterdam e Antwerp. Chegando em Amsterdã pegamos um trem e fomos direto para o passeio de barco, que ficava em frente à Heineken Experience.
  • Passeio de barco pelos canais – Amsterdãeste passeio foi muito bom, obrigatório para quem está visitando a cidade.
  • Heineken Experience – Amsterdãassim que saímos do passeio de barco já fomos para o Heineken Experience, onde pudemos fugir da fila já que tínhamos comprado os ingressos online. Adoramos esta experiência e super recomendamos também!
  • Museu do Sexo: depois de bebermos umas cervejinhas, fomos caminhando para o centro. Nossa próxima parada não foi tão interessante e divertida como esperávamos, porque na verdade o museu é bem pequeno.
  • Red Light District: depois caminhamos pela famosa rua da prostituição, localizada no bairro De Wallen.
  • AirB&B: mesmo pesquisando e comprando com antecedência, o preço de hostel ou bed&breakfast estavam absurdamente caros. Assim, acabamos optando por uma acomodação diferente: alugamos um quarto na casa de moradores locais. Foi uma experiência muito interessante e acabamos gastando bem menos do que se tivéssemos escolhido outra opção. Tudo é intermediado pelo site AirB&B, onde estão disponíveis fotos da acomodação, informações do proprietário e os comentários de quem já se hospedou lá.

DIA 4: Amsterdã

  • Passeio a pé gratuito – Amsterdãassim como em Bruxelas, em Amsterdã também fizemos um passeio a pé gratuito. O passeio terminou em frente à Anne Frank House, onde já entramos na fila para visitar.
  • Anne Frank House: com certeza o tempo de espera na fila foi recompensado. Saímos do museu profundamente tocados não só pela história da Anne, seus familiares e amigos, que dividiram o anexo durante 2 anos, mas também por refletirmos sobre a barbárie cometida contra tantos judeus. Há uma área, ao final da exposição, onde há citações de pessoas que visitaram o local. A frase da Emma Thompson foi a mais marcante para mim: “All her would-haves are our opportunities.” – “Todos os ‘terias’ dela são nossas oportunidades.”
  • Vondelpark: após um passeio triste resolvemos contemplar a natureza visitando o parque Vondelpark, que fica aberto 24 horas.
  • Iamsterdam: e é claro que não podíamos visitar Amsterdã sem irmos ao disputado letreiro, que fica na praça dos museus. Nós não quisemos visitar nenhum museu, mas contemplamos a arquitetura do Rijksmuseum.

Fazendo um balanço dos nossos gastos, no total gastamos € 678,46, com todas as despesas para os dois (não convertam pra reais!). Nós com certeza podíamos ter gasto menos em transporte, já que usamos muito táxi. Mas a verdade é que como tínhamos pouco tempo, queríamos aproveitar ao máximo, ao invés de ficarmos perdendo tempo tentando descobrir como funcionava o transporte público.

PAGO ANTES DA VIAGEM GASTOS NA VIAGEM
Passagens aéreas Ryanair                 59,96
Ônibus Bruxelas – Amsterdã                 21,00
Ônibus Amsterdã – Bruxelas                 21,00
Trem (ida e volta) Bruxelas / Bruges                 24,00
Heineken Experience + Passeio de barco                 52,00
Hostel Bruges (1 noite – quarto privado, banheiro compartilhado / com café da manhã)                   6,00                 48,24
Hotel Bruxelas (1 noite – quarto e banheiro privado / sem café da manhã)                   8,40                 51,60
AirB&B Amsterdã (2 noites – quarto e banheiro privado / sem café da manhã)               133,00
Mini Europe                 29,00
Belfort (Belfry) Tower                 12,00
Anne Frank House                 18,00
Sex Museum                   8,00
Alimentação + Globinhos                 93,06
Transporte (usamos táxi 4 vezes e ônibus 2 vezes)                 93,20
TOTAL: € 678,46  €          325,36  €          353,10

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Howth – cliff walk

O último sábado foi dia de conhecermos a trilha pelos penhascos de Howth. Pegamos o ônibus 31 no centro de Dublin, e em menos de 1h chegamos à estação do Dart de Howth, onde inicia a trilha. Há quatro opções de trilhas e, obviamente, nós escolhemos a mais longa e difícil: Bog of Frogs Loop.

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Começamos a trilha na estação do Dart e fomos contornando a orla. Nós ainda conseguimos dar o nosso toquezinho especial: não achamos a trilha de volta para o início, então continuamos pela orla até Sutton, onde pegamos o ônibus para Dublin, após finalizarmos aproximadamente 12 km de caminhada.

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Foram mais de 3 horas de caminhada, mas com certeza as paisagens que encontramos pelo caminho recompensaram o esforço!

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Kilmainham Gaol

Hoje fomos visitar a Kilmainham Gaol, antiga prisão de Dublin que abrigou, além de criminosos, figuras políticas envolvidas na luta pela independência da Irlanda.

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Em 1796, quando foi inaugurada, era uma das mais modernas prisões irlandesas. Inicialmente, mais da metade dos prisioneiros eram devedores, outros estavam detidos por roubo, abuso, prostituição, alcoolismo ou por mendigar. Nos primeiros 50 anos, não havia vidro nas janelas, nem eletricidade, então podemos imaginar as condições no inverno…  Os prisioneiros só ganhavam uma vela a cada duas semanas.

Durante a primeira metade do século 19, mais de 4 mil prisioneiros, condenados por crimes graves ou até leves, foram enviados da Irlanda para Austrália, e todos passaram pelo Kilmainham Gaol antes de embarcarem para o exílio.

Até 1865 pessoas condenadas por assassinato ou roubo com violência eram condenadas à morte por enforcamento público.

O que mais me comoveu foi o sofrimento do povo irlandês durante a Grande Fome, entre 1845 e 1850, quando as plantações de batatas foram destruídas por fungos e mais de 1 milhão de irlandeses morreu de fome. No desespero, muitos adultos e crianças (o mais novo tinha apenas 5 anos) passaram a cometer pequenos crimes, como roubar comida, para ir para a cadeia e lá receber três refeições por dia. Eles preferiam perder sua liberdade e correr o risco de morrer em decorrência das doenças existentes na cadeia, do que se entregar à morte por fome. Por ordens da coroa britânica, em 1850 mais de 9 mil pessoas foram presas em Kilmainham por pedirem esmolas nas ruas, e a prisão viveu a sua pior fase de superlotação.

Em 1862 foi inaugurada a asa leste, com 96 celas, onde os encarcerados eram mantidos sozinhos e deviam manter silêncio, ler a bíblia e arrepender-se de seus crimes. Em 1867 os prisioneiros comuns foram libertados e a cadeia passou a ser usada para traidores políticos, que lutavam pela independência irlandesa. Primeiramente foram encarcerados os integrantes do grupo “The Fenians” em 1867. Em 1881 foi a vez de Parnell e seus parceiros, por se oporem ao “Land Act” introduzido pelo governo britânico. Os participantes do grupo denominado “The Invincibles” foram presos em 1882, por terem assassinado dois oficiais britânicos, e executados no ano seguinte. Em 1910 a prisão foi fechada, mas reaberta logo após a “Segunda-feira de Páscoa de 1916”, quando o povo irlandês iniciou a guerra pela independência. Em 1921 foi assinado um acordo com o governo britânico, garantindo maior liberdade para a Irlanda, mas não sua independência. Isso causou revolta nos que defendiam a criação da República da Irlanda, e culminou em Guerra Civil entre 1922 e 1924. Em 1924, o último prisioneiro, Eamon de Valera, foi libertado e a cadeia fechada. Posteriormente ele se tornou presidente da Irlanda.

Após anos de abandono, em 1960, centenas de voluntários de uniram para restaurar a prisão e preservar uma parte tão importante da história irlandesa. Em 1986 a administração do espaço passou para o governo irlandês, que o mantém aberto ao público e com diversas visitas guiadas diariamente.

Inicialmente não gostamos da ideia de só podermos visitar com o acompanhamento do guia, porque gostamos de caminhar e observar as coisas à medida que vão nos interessando. Mas, ao fim da visita, digo que valeu a pena esperar pela visita guiada porque assim conhecemos a história do local e pudemos imaginar um pouco do que se passou entre aquelas paredes. Enquanto aguardávamos pelo horário da visita, circulamos pelo museu onde estão expostos alguns artigos que eram usados na cadeia.

Armas dos guardas:

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Câmera usada para manter histórico dos detentos:

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Balança usada para pesar a porção de comida que cada prisioneiro receberia:

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Algemas, chaves, fechaduras…

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A guia então nos dirigiu à capela da prisão, onde ela fez uma introdução dos acontecimentos em Kilmainham Gaol.

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Após, circulamos pela área mais antiga da cadeia e pelo corredor onde foram encarcerados os presos de 1916.

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Depois conhecemos a asa leste:

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Em seguida passamos pela área onde mulheres e crianças se exercitavam, sem poder olhar nem conversar entre eles. E, por fim, fomos ao pátio onde os republicanos que lutaram pela independência da Irlanda foram executados em 1916.

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A visita valeu muito a pena por conhecer a história da Irlanda e saber o quanto este povo lutou (e sofreu) pela sua independência.

Entrada:

  • Adulto – €7.00
  • Idosos/Grupos – €5.00
  • Crianças/Estudantes – €3.00
  • Famílias – €17.00

*** Na primeira quarta-feira de cada mês esta atração é gratuita.

Horários de funcionamento:

  • Abril a Setembro: Diariamente 09:30 – 18:00 (última entrada às 17:00)
  • Outubro a Março: Segunda a Sábado 09:30 – 17:30 (última entrada às 16:30) / Domingo: 10:00 – 18:00 (última entrada às 17:00)

Duração média da visita: 1h 15min

Endereço: Kilmainham Gaol, Inchicore Road, Kilmainham, Dublin 8 (50min caminhando da nossa casa)

Site oficial: http://www.heritageireland.ie/en/kilmainhamgaol/

Buskers: artistas de rua em Dublin

Nas ruas de Dublin podemos encontrar diversos artistas expondo seu trabalho para ganhar algumas moedinhas. As ruas onde há mais artistas são Grafton Street e Henry Street, pois são áreas comerciais, onde circulam apenas (e muitas) pessoas.

Há pessoas dançando street dance, cantando, tocando violão, violino ou saxofone… Há “estátuas humanas”, pintores e cachorros esculpidos em areia. Há até quem faça bolhas de sabão gigantescas… Até mendigos já aderiram à arte: há quem escreva textos de reflexão no chão, para atrair a atenção das pessoas para “baixo”.

Adoro caminhar ao longo dessas ruas e ouvir os mais diversos estilos, inclusive brasileiro cantando Lulu Santos! Mas hoje fiquei encantada especialmente pela força de vontade e autenticidade deste artista: levou a sua música e o seu piano pra rua.

National Museum of Ireland – Natural History

Hoje visitamos o Museu Nacional da Irlanda – História Natural (estamos esgotando todos os passeios gratuitos de Dublin hehehe). Este museu foi inaugurado em 1857 e exibe diversas espécies de animais: tanto da Irlanda, quanto de outras partes do mundo.

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O animal que achamos mais interessante foi o veado vermelho gigante, nativo da Irlanda antes da chegada do homem. No Killarney National Park, em Co. Kerry, ainda podem ser encontrados descendentes do veado vermelho, mas já misturados com outras espécies de outras regiões.

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Na seção de animais da Irlanda há, ainda, diversas espécies de mamíferos, répteis, anfíbios, aves, peixes, insetos, fósseis, pragas:

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17777169702_0203f56994_o tubarão gigante!

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Na seção de “animais do mundo” estão expostas as mais variadas espécies.

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Horário de funcionamento: Terça a Sábado 10am-5pm / Domingo 2pm- 5pm / Fechado nas Segundas-feiras.

Entrada: gratuita (o museu sobrevive com doações espontâneas).

Endereço: Merrion Street, Dublin 2

Site oficial: http://www.museum.ie/en/info/tours-floor-plans-guides-national-museum-ireland-natural-history.aspx

National Museum of Ireland – Archaeology

Hoje foi dia de passear pelo Museu Nacional da Irlanda – Arqueologia! Ele foi inaugurado em 1890 e possui artefatos com datas entre 7000 a.C e o século 20.

A arquitetura do lugar já vale a visita, porque é lindíssima!

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Uma das seções que mais gostamos foi a “Kingship and Sacrifice”, onde estão expostos corpos de homens que viveram entre 400 – 200 a.C e foram encontrados acidentalmente em escavações na Irlanda.

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Ficamos impressionados como conseguem manter conservados corpos e outros artefatos de madeira por tanto tempo!

Também adoramos a seção do Egito Antigo (principalmente as múmias). A riqueza de detalhes nas tumbas é incrível!

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E o museu também conta com uma das maiores exposições de peças de ouro da Europa, a qual vem crescendo desde a abertura do museu, com novas descobertas e com aquisições de coleções particulares. O povo irlandês na antiguidade era pura ostentação! 😛

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Outras seções do museu são: “Irlanda Pré-histórica”, “Irlanda Medieval”, “Irlanda Viking” e uma coleção gigantesca de peças de bronze.

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Entrada: gratuita (o museu sobrevive com doações espontâneas).

Endereço: Kildare St, Dublin 2

Horário de funcionamento: Terça a Sábado 10am-5pm / Domingo 2pm- 5pm / Fechado nas Segundas-feiras.

Site oficial: http://www.museum.ie/en/info/things-to-see-do-national-museum-ireland-archaeology.aspx

O começo…

Meu objetivo, quando pensei em criar este blog, era de divulgá-lo apenas para a família, para que pudesse atualizá-los e fugir um pouco de Facebook, Instagram e Skype. Porém, recebi perguntas de alguns amigos que também estão loucos para fazer intercâmbio e pensei: Por que não ampliar os assuntos dos posts, e compartilhar também os fatores que me fizeram escolher este destino, e outros detalhes práticos? Eu era viciaaaada (OK, ainda sou) em ler blogs e assistir vlogs de brasileiros na Irlanda. Então, por que não fazer isso pelos meus amigos? 🙂

Eu tinha uma grande vontade de morar no exterior por um tempo, e sentia que era a hora de me jogar nesta aventura, já que estava me formando na faculdade. Logo que tomei esta decisão, comecei a contenção de despesas, que não foi fácil, mas sabia que precisava economizar até os R$ 0,20 do chiclé para ter dinheiro para colocar todos meus planos em prática. No início, ainda não sabia qual seria o destino, mas queria um onde a língua nativa fosse inglês.

Assim, comecei a fazer orçamento com diversas agências (EF, CI, Egali…), considerando os destinos: Irlanda, Nova Zelândia e Austrália.
Optei pela Irlanda por diversos motivos:

  • Investimento: entre as opções pesquisadas, o investimento para Irlanda era o mais baixo, considerando o valor do curso + passagens + dinheiro exigido pelo país para conceder o visto de estudante. Segue um comparativo de preços e tempo entre um país e outro. Atenção: é uma estimativa de abril/2014, e diversas mudanças nas taxas de câmbio aconteceram desde então, além de atualização nos valores das escolas, etc…
IrlandaNova ZelândiaAustrália
Visto:Curso de 25 semanas + 25 semanas de férias;
– Obtido no destino.
Curso entre 14 e 48 semanas;
– Necessário comprovar vínculos com o Brasil (faculdade trancada, emprego, etc);
– Obtido antes da viagem.
Curso entre 14 e 24 semanas + 4 semanas de férias;
– Necessário comprovar vínculos com o Brasil (faculdade trancada, emprego, etc);
– Obtido antes da viagem.
Período:12 meses6 meses7 meses
Exigência de comprovação para concessão do visto:EUR 3.000/anoNZD 1.250/mêsAUD 1.600/mês
 R$ 10.410,00 R$ 16.650,00 R$ 26.320,00
Curso + Acomodação (2 semanas) + Passagem aérea + Visto (estimativa de abril/2014 para mera comparação entre os países) R$13.007,22 R$ 20.388,58 R$ 16.181,46
 R$ 23.417,22 R$ 37.038,58 R$ 42.501,46
  • Visto de estudante permite trabalhar  20h semanais e 40h em determinados períodos (entre maio e  agosto e entre 15 de dezembro e 15 de janeiro). Com isso, pretendia recuperar parte do investimento e aproveitar para passear bastante;
  • Europaaaa!! Conhecer outro país, pagando 30 euros pelas passagens de ida e volta vale ouro, né?! Pois é… a possibilidade de viajar muito, por preços super acessíveis me encantou, e influenciou bastante na escolha;
  • Miscelânea de culturas: Dublin atrai intercambistas de diversos países, então poderia conhecer um mundo de culturas em um lugar só.

Optei pela Egali por ter recomendações de outros amigos, que haviam feito intercâmbio com eles, pela disposição e paciência em me encaminhar diveeeersos orçamentos e por terem oferecido opções de escolas com preços melhores que outras agências. E, com certeza, não tenho reclamação alguma até o momento: o atendimento pré-venda foi ótimo, forneceram diversos materiais de orientação sobre intercâmbio e sobre a Irlanda, os documentos para embarque foram todos disponibilizados com antecedência, a orientação pré-embarque foi super esclarecedora (2 horas tirando dúvidas diversas) e foi realizada por web-conferência, o que garantiu comodidade, já que eu ainda estava trabalhando e assim não precisei me deslocar de Montenegro a Porto Alegre em horário comercial.

Um ano voou desde que decidi partir para Dublin, e neste período acompanhei diversos blogs e vlogs de brasileiros na Irlanda, que me ajudaram bastante a me preparar! Os tops, que super recomendo para quem estiver pensando em ir para a Irlanda, são: