Marrocos

Não posso dizer que essa foi uma viagem relaxante, já que estava em um lugar desconhecido e tão diferente (e com montanhas  cheias de curvas perigosas!), e isso trouxe certa ansiedade e receio. Não estou dizendo que Marrocos é perigoso ou algo assim, mas li e ouvi diversos comentários negativos sobre o comportamento dos locais em relação aos turistas, que me fizeram ficar “ligada”, na verdade.

Cheguei à noite ao hotel e decidi ir jantar no centro da Mesquita, na famosa praça Jeema el Fna. Perguntei ao recepcionista do hotel se era seguro caminhar por lá à noite, e ele afirmou que sim, mas adicionou “só não conversa com ninguém”. Isso porque há vários golpes aplicados pelos locais, a fim de se aproveitarem e ganharem um dinheiro dos turistas. Por exemplo, se tu pedires uma informação a alguém na rua, eles provavelmente vão querer te cobrar por aquela informação depois. Outra questão, que segue o mesmo raciocínio, é a prestação de serviços: não podemos jamais aceitar alguma coisa sem confirmar o valor antes (tatuagem de hena, tirar foto com músicos ou macacos,…). E a terceira lição sobre cultura marroquina foi a negociação: nunca aceitar o valor do produto de cara, é preciso pechinchar que eles reduzem bastante!

Foi, sem dúvidas, chocante e triste ver tanta gente pedindo esmola, tanta desorganização e tanta confusão. Triste ver crianças querendo te ajudar até a passar por cima de uma pedra, só para ganhar uma moeda. Mas, com certeza, refletir sobre os aspectos “chocantes” e conhecer um pouco da cultura marroquina, tomando um chá com os nativos e participando de uma roda de música local, foi muito interessante!

Além disso, as belezas naturais desse lugar encantam e superam qualquer tensão! Marrocos é incrível, de uma beleza muito maior do que eu esperava! Como vocês já puderam ver nos posts anteiores, nem só de pobreza e deserto é feito o Marrocos! Ah, isso sem falar na arquitetura do lugar, que também é um tanto intrigante, por ter sempre a mesma cor e padrão.

A viagem valeu muitíssimo, adorei a experiência de ver e viver algo tão diferente do que já vi no Brasil ou na Europa. E a vontade de expandir meus horizontes só aumenta! O mundo é grande demais para ficarmos a vida inteira em um só lugar!

Fazendo um balanço dos gastos, no total eu gastei € 265.75, para quatro dias de viagem. Comparando com outras viagens que fiz e considerando que comi fora todos os dias, meus gastos foram baixos. O dirham marroquino é muito desvalorizado em relação ao euro (1 euro = ~10 dirhams marroquinos) e, na verdade, a maioria dos lugares aceitava euro, então não precisei ficar me preocupando em converter a moeda.

MARRAKESH

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Montanhas Atlas, Aït Ben Haddou e Estúdio Atlas

Quando eu pensava em Marrocos, a única coisa que vinha à minha mente era o deserto do Saara, mas as belezas naturais que lá encontrei me surpreenderam! Comprei um pacote que já incluia duas noites de acomodação em Marrakech, um tour em grupo pelo interior do Marrocos e acampamento no deserto, com direito a passeio de camelo e refeições no deserto.

A caminho do deserto, passamos pela cadeia de montanhas Atlas, e pasmem: apesar de ser um país extremamente seco, há neve no topo de algumas montanhas! Apesar das curvas agoniantes, não há palavras para descrever a vista que tivemos ao longo do caminho.

Nossa próxima parada foi no Aït Ben Haddou, um vilarejo marroquino, considerado um oásis em meio ao deserto, por haver um riacho e alguma vegetação ao seu redor.  A vila já serviu de cenário para o cinema diversas vezes, como em Indiana Jones, Gladiador, Cleopatra, A Múmia, o Príncipe da Pérsia, Game of Thrones e diversos filmes bíblicos.

Ksar Aït Ben Haddou

As casas são construídas usando um tijolo especial, feito no local, com uma mistura de pedra, barro e palha. No telhado, são usados tijolos de barro e palha, como estes mostrados na foto abaixo. À medida que ocasionais chuvas caem na região, as casas são desgastadas e passam, então, a necessitar de alguns reparos na sua estrutura. Ainda hoje, existem famílias morando no local, sem energia elétrica ou saneamento.

Também visitamos o Estúdio Atlas, onde vimos o cenário (de gesso e isopor) de diversos filmes, como Asterix e Obelix, Gladiador, o Templo, Cleopatra e diversos filmes religiosos. O ingresso custou cerca de € 5.

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Dormindo no Deserto do Saara: uma das experiências mais incríveis da vida!

E o momento mais esperado da viagem chegou: andar de camelo e dormir no deserto do Saara! Porém, minha alegria não durou muito… 5 minutos depois de montar no camelo já estava pronta para descer! 😛 Digamos que não é o transporte mais confortável do mundo e, definitivamente, não é suave como andar a cavalo! Mas, é claro, valeu muito pela experiência!

Durante o caminho assistimos a um liiiindo pôr do sol!

Deserto do Saara

Passamos a noite em um acampamento nômade, onde dormimos em uma barraca grande, que acomodava 8 pessoas no total. Havia uma barraca que servia de refeitório, onde jantamos tajini, a comida tradicional que comentei em um post anterior.

Acampamento no Deserto do Saara

Após a janta, nos reunimos ao redor de uma fogueira e nos divertimos com nossos anfitriões cantando e dançando músicas típicas marroquinas.

Acampamento no Deserto do Saara

O céu que vi naquela noite foi simplesmente impossível de descrever ou registrar em fotos! Valeu a viagem inteira, de tão lindo e estrelado!

Durante a noite a temperatura caiu, mas não foi tão ruim quanto eu esperava. De qualquer forma, eles disponibilizaram cobertores suficientes: eu dormi com 2 cobertores a maior parte da noite e, mais tarde, puxei o terceiro.

O banheiro era uma pequena barraca com duas patentes no chão, bem longe do acampamento para evitar odores desagradáveis. Na foto abaixo vocês podem ver a barraca branca à distância.

Acampamento no Deserto do Saara

Na manhã seguinte, tomamos café da manhã com pão e chá marroquinos, contemplando o nascer do sol no deserto.

Acampamento no Deserto do Saara

Por fim, voltamos de camelo até a van para seguirmos viagem pelo inteiror do belo Marrocos.

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Palácio Bahia, Ben Youssef Madrasa e Jardim Majorelle

Entre as atrações de Marrakesh, destaco aqui três visitas que adorei e recomendo: Palácio Bahia, Ben Youssef Madrasa e Jardim Majorelle. Estão prontos para conhecê-los?

  • Palácio Bahia: lindo do chão ao teto! Este palácio foi construído em duas etapas, ao longo do século XIX: a primeira parte, chamada de Dar Si Moussa, foi construída entre 1859 e 1873, enquanto a segunda parte da construção foi liderada pelo seu filho, entre 1894 e 1900. Em função disso, o palácio é uma espécie de “quebra-cabeça” sem um padrão definido e é enorme, possuindo jardins murados, fontes, pavilhões e salas de diversos tamanhos, em uma área de quase 8 hectares.

Palácio Bahia Marrakesh

  • Medersa Ben Youssef: por mais de quatro séculos foi uma importante escola de diversas ciências, incluindo teologia. Foi fundada no século XIV e reconstruída e expandida no século XVI, quando tornou-se a maior madrassa em Marrocos, com 132 aposentos e uma área de 1,670 m². A escola fechou em 1960 e, após restauração, reabriu para visitação do público em 1982. A arquitetura é muito bonita, mas em diversos quartos é possível ver os sinais do tempo e da má conservação.
  • Jardim Majorelle: este lugar é conhecido como um “Oasis em Marrakesh”, porque no meio de tanta seca, poeira e tons alaranjados, está este jardim lindo e verde para encantar os visitantes. Foi fundado em 1931 pelo pintor francês Jacques Majorelle, que morou em Marrakesh por muitos anos, mas só foi aberto para visitação em 1947. Desde 1980, pertence a Yves Saint Laurent e Pierre Bergé, fundadores da marca Saint Laurent.

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