Howth – cliff walk

O último sábado foi dia de conhecermos a trilha pelos penhascos de Howth. Pegamos o ônibus 31 no centro de Dublin, e em menos de 1h chegamos à estação do Dart de Howth, onde inicia a trilha. Há quatro opções de trilhas e, obviamente, nós escolhemos a mais longa e difícil: Bog of Frogs Loop.

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Começamos a trilha na estação do Dart e fomos contornando a orla. Nós ainda conseguimos dar o nosso toquezinho especial: não achamos a trilha de volta para o início, então continuamos pela orla até Sutton, onde pegamos o ônibus para Dublin, após finalizarmos aproximadamente 12 km de caminhada.

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Foram mais de 3 horas de caminhada, mas com certeza as paisagens que encontramos pelo caminho recompensaram o esforço!

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Kilmainham Gaol

Hoje fomos visitar a Kilmainham Gaol, antiga prisão de Dublin que abrigou, além de criminosos, figuras políticas envolvidas na luta pela independência da Irlanda.

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Em 1796, quando foi inaugurada, era uma das mais modernas prisões irlandesas. Inicialmente, mais da metade dos prisioneiros eram devedores, outros estavam detidos por roubo, abuso, prostituição, alcoolismo ou por mendigar. Nos primeiros 50 anos, não havia vidro nas janelas, nem eletricidade, então podemos imaginar as condições no inverno…  Os prisioneiros só ganhavam uma vela a cada duas semanas.

Durante a primeira metade do século 19, mais de 4 mil prisioneiros, condenados por crimes graves ou até leves, foram enviados da Irlanda para Austrália, e todos passaram pelo Kilmainham Gaol antes de embarcarem para o exílio.

Até 1865 pessoas condenadas por assassinato ou roubo com violência eram condenadas à morte por enforcamento público.

O que mais me comoveu foi o sofrimento do povo irlandês durante a Grande Fome, entre 1845 e 1850, quando as plantações de batatas foram destruídas por fungos e mais de 1 milhão de irlandeses morreu de fome. No desespero, muitos adultos e crianças (o mais novo tinha apenas 5 anos) passaram a cometer pequenos crimes, como roubar comida, para ir para a cadeia e lá receber três refeições por dia. Eles preferiam perder sua liberdade e correr o risco de morrer em decorrência das doenças existentes na cadeia, do que se entregar à morte por fome. Por ordens da coroa britânica, em 1850 mais de 9 mil pessoas foram presas em Kilmainham por pedirem esmolas nas ruas, e a prisão viveu a sua pior fase de superlotação.

Em 1862 foi inaugurada a asa leste, com 96 celas, onde os encarcerados eram mantidos sozinhos e deviam manter silêncio, ler a bíblia e arrepender-se de seus crimes. Em 1867 os prisioneiros comuns foram libertados e a cadeia passou a ser usada para traidores políticos, que lutavam pela independência irlandesa. Primeiramente foram encarcerados os integrantes do grupo “The Fenians” em 1867. Em 1881 foi a vez de Parnell e seus parceiros, por se oporem ao “Land Act” introduzido pelo governo britânico. Os participantes do grupo denominado “The Invincibles” foram presos em 1882, por terem assassinado dois oficiais britânicos, e executados no ano seguinte. Em 1910 a prisão foi fechada, mas reaberta logo após a “Segunda-feira de Páscoa de 1916”, quando o povo irlandês iniciou a guerra pela independência. Em 1921 foi assinado um acordo com o governo britânico, garantindo maior liberdade para a Irlanda, mas não sua independência. Isso causou revolta nos que defendiam a criação da República da Irlanda, e culminou em Guerra Civil entre 1922 e 1924. Em 1924, o último prisioneiro, Eamon de Valera, foi libertado e a cadeia fechada. Posteriormente ele se tornou presidente da Irlanda.

Após anos de abandono, em 1960, centenas de voluntários de uniram para restaurar a prisão e preservar uma parte tão importante da história irlandesa. Em 1986 a administração do espaço passou para o governo irlandês, que o mantém aberto ao público e com diversas visitas guiadas diariamente.

Inicialmente não gostamos da ideia de só podermos visitar com o acompanhamento do guia, porque gostamos de caminhar e observar as coisas à medida que vão nos interessando. Mas, ao fim da visita, digo que valeu a pena esperar pela visita guiada porque assim conhecemos a história do local e pudemos imaginar um pouco do que se passou entre aquelas paredes. Enquanto aguardávamos pelo horário da visita, circulamos pelo museu onde estão expostos alguns artigos que eram usados na cadeia.

Armas dos guardas:

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Câmera usada para manter histórico dos detentos:

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Balança usada para pesar a porção de comida que cada prisioneiro receberia:

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Algemas, chaves, fechaduras…

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A guia então nos dirigiu à capela da prisão, onde ela fez uma introdução dos acontecimentos em Kilmainham Gaol.

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Após, circulamos pela área mais antiga da cadeia e pelo corredor onde foram encarcerados os presos de 1916.

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Depois conhecemos a asa leste:

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Em seguida passamos pela área onde mulheres e crianças se exercitavam, sem poder olhar nem conversar entre eles. E, por fim, fomos ao pátio onde os republicanos que lutaram pela independência da Irlanda foram executados em 1916.

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A visita valeu muito a pena por conhecer a história da Irlanda e saber o quanto este povo lutou (e sofreu) pela sua independência.

Entrada:

  • Adulto – €7.00
  • Idosos/Grupos – €5.00
  • Crianças/Estudantes – €3.00
  • Famílias – €17.00

*** Na primeira quarta-feira de cada mês esta atração é gratuita.

Horários de funcionamento:

  • Abril a Setembro: Diariamente 09:30 – 18:00 (última entrada às 17:00)
  • Outubro a Março: Segunda a Sábado 09:30 – 17:30 (última entrada às 16:30) / Domingo: 10:00 – 18:00 (última entrada às 17:00)

Duração média da visita: 1h 15min

Endereço: Kilmainham Gaol, Inchicore Road, Kilmainham, Dublin 8 (50min caminhando da nossa casa)

Site oficial: http://www.heritageireland.ie/en/kilmainhamgaol/

Buskers: artistas de rua em Dublin

Nas ruas de Dublin podemos encontrar diversos artistas expondo seu trabalho para ganhar algumas moedinhas. As ruas onde há mais artistas são Grafton Street e Henry Street, pois são áreas comerciais, onde circulam apenas (e muitas) pessoas.

Há pessoas dançando street dance, cantando, tocando violão, violino ou saxofone… Há “estátuas humanas”, pintores e cachorros esculpidos em areia. Há até quem faça bolhas de sabão gigantescas… Até mendigos já aderiram à arte: há quem escreva textos de reflexão no chão, para atrair a atenção das pessoas para “baixo”.

Adoro caminhar ao longo dessas ruas e ouvir os mais diversos estilos, inclusive brasileiro cantando Lulu Santos! Mas hoje fiquei encantada especialmente pela força de vontade e autenticidade deste artista: levou a sua música e o seu piano pra rua.

National Museum of Ireland – Natural History

Hoje visitamos o Museu Nacional da Irlanda – História Natural (estamos esgotando todos os passeios gratuitos de Dublin hehehe). Este museu foi inaugurado em 1857 e exibe diversas espécies de animais: tanto da Irlanda, quanto de outras partes do mundo.

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O animal que achamos mais interessante foi o veado vermelho gigante, nativo da Irlanda antes da chegada do homem. No Killarney National Park, em Co. Kerry, ainda podem ser encontrados descendentes do veado vermelho, mas já misturados com outras espécies de outras regiões.

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Na seção de animais da Irlanda há, ainda, diversas espécies de mamíferos, répteis, anfíbios, aves, peixes, insetos, fósseis, pragas:

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17777169702_0203f56994_o tubarão gigante!

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Na seção de “animais do mundo” estão expostas as mais variadas espécies.

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Horário de funcionamento: Terça a Sábado 10am-5pm / Domingo 2pm- 5pm / Fechado nas Segundas-feiras.

Entrada: gratuita (o museu sobrevive com doações espontâneas).

Endereço: Merrion Street, Dublin 2

Site oficial: http://www.museum.ie/en/info/tours-floor-plans-guides-national-museum-ireland-natural-history.aspx

National Museum of Ireland – Archaeology

Hoje foi dia de passear pelo Museu Nacional da Irlanda – Arqueologia! Ele foi inaugurado em 1890 e possui artefatos com datas entre 7000 a.C e o século 20.

A arquitetura do lugar já vale a visita, porque é lindíssima!

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Uma das seções que mais gostamos foi a “Kingship and Sacrifice”, onde estão expostos corpos de homens que viveram entre 400 – 200 a.C e foram encontrados acidentalmente em escavações na Irlanda.

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Ficamos impressionados como conseguem manter conservados corpos e outros artefatos de madeira por tanto tempo!

Também adoramos a seção do Egito Antigo (principalmente as múmias). A riqueza de detalhes nas tumbas é incrível!

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E o museu também conta com uma das maiores exposições de peças de ouro da Europa, a qual vem crescendo desde a abertura do museu, com novas descobertas e com aquisições de coleções particulares. O povo irlandês na antiguidade era pura ostentação! 😛

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Outras seções do museu são: “Irlanda Pré-histórica”, “Irlanda Medieval”, “Irlanda Viking” e uma coleção gigantesca de peças de bronze.

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Entrada: gratuita (o museu sobrevive com doações espontâneas).

Endereço: Kildare St, Dublin 2

Horário de funcionamento: Terça a Sábado 10am-5pm / Domingo 2pm- 5pm / Fechado nas Segundas-feiras.

Site oficial: http://www.museum.ie/en/info/things-to-see-do-national-museum-ireland-archaeology.aspx

O começo…

Meu objetivo, quando pensei em criar este blog, era de divulgá-lo apenas para a família, para que pudesse atualizá-los e fugir um pouco de Facebook, Instagram e Skype. Porém, recebi perguntas de alguns amigos que também estão loucos para fazer intercâmbio e pensei: Por que não ampliar os assuntos dos posts, e compartilhar também os fatores que me fizeram escolher este destino, e outros detalhes práticos? Eu era viciaaaada (OK, ainda sou) em ler blogs e assistir vlogs de brasileiros na Irlanda. Então, por que não fazer isso pelos meus amigos? 🙂

Eu tinha uma grande vontade de morar no exterior por um tempo, e sentia que era a hora de me jogar nesta aventura, já que estava me formando na faculdade. Logo que tomei esta decisão, comecei a contenção de despesas, que não foi fácil, mas sabia que precisava economizar até os R$ 0,20 do chiclé para ter dinheiro para colocar todos meus planos em prática. No início, ainda não sabia qual seria o destino, mas queria um onde a língua nativa fosse inglês.

Assim, comecei a fazer orçamento com diversas agências (EF, CI, Egali…), considerando os destinos: Irlanda, Nova Zelândia e Austrália.
Optei pela Irlanda por diversos motivos:

  • Investimento: entre as opções pesquisadas, o investimento para Irlanda era o mais baixo, considerando o valor do curso + passagens + dinheiro exigido pelo país para conceder o visto de estudante. Segue um comparativo de preços e tempo entre um país e outro. Atenção: é uma estimativa de abril/2014, e diversas mudanças nas taxas de câmbio aconteceram desde então, além de atualização nos valores das escolas, etc…
IrlandaNova ZelândiaAustrália
Visto:Curso de 25 semanas + 25 semanas de férias;
– Obtido no destino.
Curso entre 14 e 48 semanas;
– Necessário comprovar vínculos com o Brasil (faculdade trancada, emprego, etc);
– Obtido antes da viagem.
Curso entre 14 e 24 semanas + 4 semanas de férias;
– Necessário comprovar vínculos com o Brasil (faculdade trancada, emprego, etc);
– Obtido antes da viagem.
Período:12 meses6 meses7 meses
Exigência de comprovação para concessão do visto:EUR 3.000/anoNZD 1.250/mêsAUD 1.600/mês
 R$ 10.410,00 R$ 16.650,00 R$ 26.320,00
Curso + Acomodação (2 semanas) + Passagem aérea + Visto (estimativa de abril/2014 para mera comparação entre os países) R$13.007,22 R$ 20.388,58 R$ 16.181,46
 R$ 23.417,22 R$ 37.038,58 R$ 42.501,46
  • Visto de estudante permite trabalhar  20h semanais e 40h em determinados períodos (entre maio e  agosto e entre 15 de dezembro e 15 de janeiro). Com isso, pretendia recuperar parte do investimento e aproveitar para passear bastante;
  • Europaaaa!! Conhecer outro país, pagando 30 euros pelas passagens de ida e volta vale ouro, né?! Pois é… a possibilidade de viajar muito, por preços super acessíveis me encantou, e influenciou bastante na escolha;
  • Miscelânea de culturas: Dublin atrai intercambistas de diversos países, então poderia conhecer um mundo de culturas em um lugar só.

Optei pela Egali por ter recomendações de outros amigos, que haviam feito intercâmbio com eles, pela disposição e paciência em me encaminhar diveeeersos orçamentos e por terem oferecido opções de escolas com preços melhores que outras agências. E, com certeza, não tenho reclamação alguma até o momento: o atendimento pré-venda foi ótimo, forneceram diversos materiais de orientação sobre intercâmbio e sobre a Irlanda, os documentos para embarque foram todos disponibilizados com antecedência, a orientação pré-embarque foi super esclarecedora (2 horas tirando dúvidas diversas) e foi realizada por web-conferência, o que garantiu comodidade, já que eu ainda estava trabalhando e assim não precisei me deslocar de Montenegro a Porto Alegre em horário comercial.

Um ano voou desde que decidi partir para Dublin, e neste período acompanhei diversos blogs e vlogs de brasileiros na Irlanda, que me ajudaram bastante a me preparar! Os tops, que super recomendo para quem estiver pensando em ir para a Irlanda, são: